Balança vs. espelho. O derradeiro duelo no que toca à comprovação dos resultados, falando em termos de treino de hipertrofia e/ou emagrecimento. A dica é: afaste-se do mito da balança e do número que ela indica e observe o seu corpo em frente ao espelho. Muita gente “prende-se” ao que a balança “diz”, coisa totalmente errada, porque este instrumento induz as pessoas em erro. O espelho sim, revela-lhe a verdade “nua e crua”. Se está gordo, tonificado, magro… o espelho diz-lhe directamente, sem rodeios e sem números que o induzem em erro.

A balança inicialmente funciona bem para ter um ponto de referência sobre o peso e constituição física da pessoa.

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Mas depois deve ser usada muito raramente. Isto porque o peso varia também de balança para balança, não conferindo uma grande fiabilidade em pesar-se com regularidade, para não falar do efeito desmoralizador que a balança pode provocar em algumas pessoas.

Algumas dicas

Para além da pouca fiabilidade que as balanças conferem, muita gente ainda comete erros na hora da pesagem que diminuem ainda mais as hipóteses de uma avaliação correcta do “peso real”. Um desses erros é, por exemplo, pesar-se a meio do dia, à tarde ou noite. A esta hora o corpo tem já água acumulada e refeições, pelo que o valor que se observa na balança é enganador. Se insiste em pesar-se, faça-o imediatamente ao acordar, em jejum, depois de ir à casa-de-banho. 

Isto é válido tanto para quem quer ganhar massa muscular, como para quem quer perder gordura.

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A população em geral leva demasiado a sério o quanto pesa, quando na verdade o peso é uma pequena parte que pouco “diz” relativamente ao alcance dos seus objectivos. Como é possível fixar um objectivo baseado num número? Não faça isso. Ou fica mais forte, ou emagrece. E o modo para comprovar isso é acordar e olhar-se ao espelho. Tirar a t-shirt e ver como está o seu tronco. Se apresenta muita ou pouca gordura. O espelho diz-lhe imediatamente se está no bom caminho. Comece a deixar a balança de lado e use-a raramente. Alie-se à fita métrica e ao espelho, que são simplesmente os melhores “medidores” de resultados.

Outra coisa: como é que uma pessoa pode comprovar algo de cabeça baixa? Geralmente a pessoa olha para baixo, para o visor da balança. Então, não é melhor olhar em frente e comprovar pelos seus olhos como está o seu corpo, em vez de ligar ao número que uma máquina indica? O nosso cérebro vive de imagens. Por isso, desvalorize o número da balança e guarde sempre na memória a imagem que o espelho lhe fornece do seu físico.

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Exemplo: imagine que ganhou 10kg, mas desses 10 apenas um foi de massa muscular ou pior, perdeu 10kg, mas nove foram de massa muscular e apenas um de gordura. Em ambos os casos, de que adiantou o aumento ou a perda de peso? Nada. Simplesmente não dá para avaliar e perceber se aqueles 10kg que ganhou ou perdeu foram de qualidade. 

Por outro lado, o espelho “não mente”. Se perder 10kg e continuar flácido, ele vai mostrar justamente isso. E se, por exemplo, andar sem t-shirt na praia, ninguém vai perguntar ou querer saber quantos quilos a balança diz que você tem; a única coisa que saltará à vista será a qualidade (ou falta dela) que o seu corpo reflecte.

Quando uma pessoa começa a fazer um programa de exercícios, o objectivo é que perca gordura e ganhe massa muscular. E esse “ganho muscular” pesa. E pesa mais do que a gordura. Mais uma razão para não se guiar pelo ponteiro da balança. 

Em suma, olhando-se ao espelho consegue obter uma monitorização muito mais fidedigna e próxima da realidade. Se treina e só vê os ponteiros da balança a subir, desmoraliza. Mas se reparar que as suas roupas ficam largas ou justas no seu corpo e olhar para o seu reflexo, certamente irá concluir se vai bem ou mal no que anda a fazer no ginásio. #Fitness #Vida Saudável