O caso do Hugo Ernano, o militar da GNR que em 2008, no cumprimento do dever, atingiu mortalmente, de forma acidental, um menor levado pelo pai para um assalto, já fez gastar muita tinta, e ainda muita mais irá fazer gastar. O seu desfecho ainda está muito longe de acontecer.

Quem é Hugo Ernano?

O Hugo Ernano, segundo o próprio, é apenas um ser humano que sempre sonhou em ser aquilo que é. Por isso mesmo, sempre tentou moldar-se o melhor que conseguiu, para desempenhar a sua função da forma mais perfeita possível. Para ele, o militar da GNR e o cidadão são duas faces do homem, unas e indivisíveis.

É no livro “Bala Perdida” que se encontra o relato perfeito de tudo o que lhe aconteceu.

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Se ainda não conhece todos os factos que ocorreram nessa altura, leia o livro e ficará a saber tudo ao pormenor. Além disso, ainda estará a ajudá-lo a recorrer ao Tribunal Europeu, pois grande parte do valor da venda desse livro reverte para o militar.

O Tribunal da Relação de Lisboa foi, de todos, o mais assertivo

Já é do conhecimento de todos nós que Hugo Ernano, em Portugal, esgotou todos os recursos possíveis.

O Tribunal de 1.ª Instância de Loures condenou-o a 9 anos e ao pagamento de uma indemnização milionária ao pai do menor. Foi a maior pena decretada a um elemento das Forças de Segurança em Portugal.

O Tribunal da Relação de Lisboa reduziu para 4 anos de prisão mas com pena suspensa, e reduziu também, e em muito, a indemnização a ser paga pelo militar.

Como a indemnização foi reduzida, a acusação recorreu ao Supremo Tribunal de #Justiça, para pedir mais dinheiro, e acabou por conseguir.

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É de salientar que somente o dinheiro interessava.

Ernano ainda tentou o Tribunal Constitucional, mas este nada fez e manteve tudo igual. Resta-lhe agora apenas a ida ao Tribunal Europeu, para lutar pela justiça que os tribunais portugueses não lhe deram. De todas as sentenças dadas, fica óbvio que a mais assertiva foi a do Tribunal de Relação de Lisboa. Deixo uma questão em aberto: mas afinal as leis não são iguais para todos os tribunais? O valor da justiça deveria ser igual para todos.

Hoje, depois de 8 anos passados, foi perguntado ao militar da GNR Hugo Ernano, se eventualmente uma situação idêntica se passasse hoje, como iria ele reagir?.Ele apenas respondeu que não existem situações iguais, mas que, com toda a certeza, iria adaptar-se o melhor possível à e tentaria resolvê-la, não fugiria ao seu dever de agente de autoridade.

Obrigado a enfrentar sentenças do tribunais e do IGAI

Além de ter enfrentado a barra do tribunal, Ernano enfrentou também os respetivos processos disciplinares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e as sentenças da própria Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI).

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A IGAI queria mesmo optar pela expulsão do militar da GNR, mas a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano, acabou por decidir pela sua suspensão durante 240 dias e com o corte de ⅔ do seu ordenado. Actualmente ele cumpre essa mesma suspensão, e já teve meses a receber apenas 16,38 euros. Hugo é casado, tem dois filhos, um deles menor, como é que esta família viverá? Não vive; sobrevive.

O militar da GNR, apesar de tudo, afirma que tudo aquilo pelo que passou o tornou um agente de autoridade ainda melhor. Ele não fugiu quando a sua vida ficou ameaçada e a sua segurança em risco quando o tentaram atropelar; prosseguiu e cumpriu na íntegra o seu dever, como bom profissional da Guarda que é.

Mensagens do militar para os camaradas e os seus apoiantes

Hugo Ernano deixa uma mensagem a todos os seus camaradas :"Nunca deixem de trabalhar. E façam-no exactamente como quereriam que acontecesse quando aqueles que mais amam precisassem".

E para os seus apoiantes que o seguem na sua página de apoio no Facebook : "Vamos apoiar Hugo Ernano" ele deixa a sua gratidão e o seu apreço por todos(as), e ainda pede que vivam um dia de cada vez e com muita calma, pois o presente é hoje,  e o amanhã ainda não veio! #Polícia