António Ferreira é o nome do militar da Guarda Nacional Republicana (#GNR) sobrevivente do massacre de Aguiar da Beira. Tem 41 anos e é natural de Lisboa, mas tem residência numa aldeia de Penalva do Castelo. Nesse dia fatídico, era ele o chefe da patrulha que abordou Pedro João Dias, junto ao hotel em construção nas Caldas da Cavaca.

Militar da GNR testemunha a morte do colega

Após ter testemunhado o momento em que o homicida baleou mortalmente o seu colega, foi obrigado a conduzir o próprio carro patrulha com uma arma apontada à cabeça durante cerca de 15 quilómetros. E quando chegaram a Quinta da Estrada foi obrigado a parar e mandado ajoelhar-se.

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Logo depois foi baleado a sangue frio e amarrado a uma árvore.

Como sobreviveu António Ferreira

Foi então que se fingiu de morto numa tentativa de não ser novamente baleado, até o homicida abandonar o local. Assim que ele desapareceu do local, o militar ferido arrastou-se pelo mato até conseguir pedir socorro na aldeia com tão pouca gente. Eram já 07h15 de terça-feira (11 de outubro) quando encontrou a primeira casa com as luzes acesas, bateu à porta e pediu ajuda.

E somente a partir desse momento é que foi dado o alerta ao colega no posto da GNR de Aguiar da Beira e também às restantes forças de socorro.

Situação clínica estável

O militar da GNR sobrevivente ao massacre alegadamente realizado por Pedro Dias faz serviço no posto de Aguiar da Beira e encontra-se a recuperar bem dos ferimentos de bala que sofreu na cervical.

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Mas tão cedo não vai conseguir apagar da sua memória todos aqueles momentos de terror que viveu nas mãos do homicida. Não é todos os dias que alguém consegue sobreviver a uma tentativa de execução, tal como aconteceu com este militar. É pena que Carlos Caetano, o militar da GNR que também foi baleado, não tenha tido a mesma sorte e tenha perdido a vida.

Quem é António Ferreira

O militar António Ferreira viu o colega ser assassinado à sua frente e soube que também que iria ser abatido. Foi igualmente baleado, mas quase como por milagre conseguiu sobreviver. A sua resistência física e o seu instinto de se fazer de morto podem mesmo ter-lhe salvado a vida.

É considerado por todos os seus colegas como um bom operacional e um excelente companheiro. Apesar de o militar ter vivido momentos de terror, teve a serenidade e o sangue frio necessários para evitar mais mortes. Pois era ainda intenção do suspeito atingir mais militares do posto local e, para conseguir os seus objectivos, ele mataria quem lhe aparecesse pela frente.

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Tal como acabou por fazer ao casal de Trancoso, igualmente baleados por ele, tendo o homem morrido e a mulher ter ficado gravemente ferida.

Ministra no funeral do militar da GNR

O funeral do militar da GNR baleado mortalmente realizou-se na quarta-feira passada sob uma emoção muito forte, tendo contado com a presença da Ministra da Administração Interna. Foi ainda lida uma mensagem enviada pelo bispo da GNR, em que era referido que actualmente mata-se por tudo e por nada, e que os militares da GNR não recebiam o apoio de que realmente necessitavam.

O homicida ainda se encontra em fuga e em paradeiro incerto. As forças policiais continuam a árdua missão de o encontrarem e capturarem. #Crime #Polícia