E já lá vão 10 dias desde que o presumível homicida de Aguiar da Beira cometeu, a sangue frio, um duplo assassinato, matando com recurso a arma de fogo um militar da #GNR e um civil. Deixou ainda outro militar da GNR e uma civil feridos com gravidade. O segundo militar da GNR, depois de assistir à morte do seu colega, escapou por milagre a uma execução quase certa. E mesmo debaixo de uma enorme tensão e nervosismo, ainda revelou grande serenidade, ao evitar que o alegado homicida tenha entrado no Posto da GNR local, onde ele pretendia fazer mais vítimas.

Operações intensificaram-se à noite

Na noite de ontem (19 de outubro) as operações que visavam localizar e capturar o suspeito, Pedro Dias, ganharam mais intensidade, numa nova tentativa de cercar e caçar o presumível homicida de Aguiar da Beira.

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) pretende agora cansar o suposto autor dos crimes, levando-o a cometer erros pelo cansaço.

Segundo as autoridades, ao fim de 10 dias em fuga, o suspeito já estará certamente muito mais desgastado e enfraquecido. Pois mesmo que tenha dormido nos últimos dias, não o fez de forma sossegada, pois o receio de ser encontrado é enorme.

Caçadores podem complicar o trabalho 

Hoje (20 de outubro) é dia de caça no calendário venatório na zona de Vila Real, onde prossegue a "caça" ao presumível homicida de Aguiar da Beira. Os caçadores da zona têm permissão para disparar e não receberam qualquer indicação ou restrição, pelo que podem tornar-se um problema acrescido nas buscas das autoridades.

A GNR tem receio que o suspeito roube novamente um carro, que se ponha em fuga da zona de Vila Real, que faça novas vítimas e que possa eventualmente levar o terror a uma nova localidade.

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A GNR e a #Polícia Judiciária (PJ) continuam nas localidades de Ludares, Assento, Carro Queimado, Gache e São Martinho de Anta.

Toda a população foi aconselhada a ser cuidadosa. As autoridades tentam agora conseguir todas as informações que possam de alguma forma ajudar a descobrir o paradeiro do suspeito.

O desejo do pai do militar morto

António Caetano é o pai do militar da GNR baleado mortalmente em Aguiar da Beira e deseja apenas que tudo acabe rapidamente. Afirmou ao Correio da Manhã que a dor de perder um filho é imensa, mas que, nestas circunstâncias, é muito maior. Referiu que voltou ao trabalho e que está a retomar a rotina do dia a dia, apesar de não estar a ser fácil. Além do militar morto, tem mais dois filhos ainda menores. #Crime