Pedro João Dias, o homicida de Aguiar da Beira, mesmo depois de balear mortalmente um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR)Carlos Caetano, e ferido um outro militar, pretendia ainda invadir a tiro o posto da #GNR local. Certamente pensava que, dessa forma, poderia apagar todos os indícios que o ligassem ao assassinato que tinha acabado de cometer.

Mesmo após balear os dois militares, colocou a vítima mortal na bagageira do carro-patrulha e, com o outro militar ferido sob ameaça de arma de fogo, conduziu até ao posto. Revelou, dessa forma, uma enorme frieza.

Ao chegarem ao posto, o militar da GNR ferido foi questionado várias vezes relativamente à rotina dos militares que aí trabalhavam. Pedro Dias estava muito interessado em saber o número de militares da GNR que estariam no posto em serviço, se eles se encontravam sozinhos, e a que horas era o render da guarda.

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De relembrar que a patrulha da GNR, constituída por Carlos Caetano e António Ferreira, abordou Pedro porque estranhou a presença dele, à noite, no interior de uma pick-up nas imediações de um hotel em construção aquela hora. Quando o militar António Ferreira ia pedir informações via rádio no carro-patrulha, viu o seu colega ser abatido a tiro, e logo de seguida também ele foi alvejado.

Mais tarde, António foi amarrado a uma árvore e foi assim que, mais tarde, sobreviveu e foi encontrado. Carlos Caetano, como já referido, foi encontrado sem vida na bagageira do próprio carro-patrulha.

Podemos ver na edição do Correio da Manhã desta sexta-feira (14 de outubro) que o militar da GNR sobrevivente, apesar de ainda no hospital, já deu o seu testemunho e não tem dúvidas nenhumas de que o homem queria mesmo invadir o posto da GNR de Aguiar da Beira a tiro.

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Referiu ainda que lhe disse que o posto tinha videovigilância e que seria identificado se lá entrasse, tendo com isso conseguido demovê-lo do pior. O homicida ainda está em parte incerta, e as buscas para o encontrarem estão em curso, em Portugal e já em Espanha também.

Mais um militar da GNR perdeu a vida, e outros dois ficaram feridos. A GNR, mais uma vez está de luto, pois perdeu mais um dos seus homens no cumprimento do dever. #Crime #Violência