Os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), que realizam as operações de trânsito habituais na Margem Sul, viajam quase sempre num Audi A5 descaracterizado. Durante a perseguição da última sexta-feira (30 de setembro), desde a ponte de Vasco da Gama até ao Porto Alto, esse mesmo veículo terá sido atingido pelo menos cinco vezes.

A perseguição policial

Perseguição policial essa que aconteceu após os três suspeitos não terem obedecido à ordem policial para pararem numa simples ação de fiscalização rodoviária de rotina.

O militar da GNR, que viajava ao lado do condutor do carro policial, acabou por ser atingido a tiro, mas já se encontra estável.

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Também os vidros do lado onde ia o militar alvejado ficaram estilhaçados pelas balas, bem como o vidro traseiro.

Tiroteio

O tiroteio teve inicio quando o condutor da viatura, após o despiste, saiu do carro e começou a atirar contra os agentes de autoridade. Dois dos agentes da autoridade, que também atiraram, fizeram-no em legítima defesa. O individuo que inicialmente atirou contra os militares acabou mesmo por morrer.

O militar da GNR que presenciou o colega a ser alvejado foi quem atingiu mortalmente o suspeito e acabou por ser confortado por diversos colegas que marcaram logo presença no local.

Os disparos que os suspeitos efetuaram acabaram ainda por atingir os muros de algumas das casas que existem próximas ao cruzamento. Porém, não há registos de mais feridos.

De imediato, os homens da GNR delimitaram o perímetro de segurança, e aconselharam os moradores a permanecerem em casa.

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Arma usada contra GNR era uma "arma de guerra"

A arma utilizada pelo suspeito contra as autoridades era, nada mais nada menos, do que uma HK P7. Trata-se de uma pistola semiautomática de 9 mm e cuja posse é expressamente proibida a civis. Como essa arma é ilegal, a GNR garante que a arma em questão, só pode ter sido obtida no mercado negro ou roubada a um militar ou agente policial. Ela será agora alvo de perícias minuciosas no Laboratório de #Polícia Científica da Polícia Judiciária, e os testes balísticos poderão permitir saber a sua origem e se a arma está relacionada com outros crimes.

Suspeitos já conhecidos

Os suspeitos eram de etnia cigana, e segundo a edição deste domingo (2 de Outubro) do Correio da Manhã, já eram referenciados por roubos violentos a carrinhas de tabaco, sobretudo na região de Leiria, mas também na zona de Lisboa. 

Serão indiciados ainda por outros crimes, tais como resistência e coação, posse de arma ilegal e vários crimes de natureza rodoviária, como condução perigosa e falta de carta.

Ambos foram presentes a tribunal sob detenção da GNR, visto que foram apanhados em flagrante delito. Um deles poderá mesmo ser entregue imediatamente no estabelecimento prisional de Sintra, de onde estava foragido e cumpria pena de prisão, não tendo regressado após uma saída precária. #Crime