Os estereótipos não fazem bem ao #Desporto. Os lados também não. Como, por exemplo, dizer-se que “o atletismo é o desporto dos pobres e o automobilismo é o desporto da malta com dinheiro”. Para mim, o preferível é vermos a realidade definida num único círculo.

Já que falei em atletismo, felizmente que o cenário tem sido contrariado e hoje a prática da corrida está universalizada e desamarrada de qualquer estereótipo. As causas são várias mas, neste caso, é preferível analisar as boas consequências da prática de uma modalidade que se tornou fortemente democrática. Correr une a malta toda. Ainda bem.

Agora, há que fazer o caminho inverso.

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Se, para mim, a principal causa do insucesso olímpico português reside na discrepância entre um alto volume de praticantes de futebol e um défice de praticantes de outras modalidades, há, também, uma segunda causa que tem de ser trabalhada. Não há modalidades sectárias, há apenas modalidades cuja prática é mais ou menos dispendiosa. Abolir o estereótipo em prol do desporto. Isto porque o talento, quando escolhe alguém, não vai verificar se o mesmo é louro ou moreno ou se gosta mais de sardinhas ou de frango assado. Ou se tem mais ou menos recursos.

Na minha opinião, a solução para se combater este desequilíbrio passa pela criação de uma espécie de bolsa que envolva os privados. Devidamente mediada e controlada, sem dúvida. Tudo numa máxima tripartida: criação de contexto, regularidade de prática e eventual competição.

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Sabendo-se que, de um ponto para o outro, o número de praticantes será menor até porque nem todos apreciam #vela, nem todos apreciam automobilismo e nem todos apreciam ténis. Essa máxima tripartida. Uma máxima que rompa, de certo modo, aquela ideia de contacto por si. Um só dia, uma só tarde. Os reflexos não deixam de ser positivos, é certo, agora não são adequados à estimulação de hábitos regulares nem, indo mais longe, à competição e ao bom resultado.

Se o Azerbaijão conquistou 18 medalhas nos Jogos Olímpicos é porque tem um contexto. É certo que esse contexto assenta de sobremaneira nas modalidades de combate. Agora, não deixa de ter um contexto, que é algo que falta a Portugal, malgrado a existência de infraestruturas aptas e adequadas para a prática de muitas modalidades. #azerbaijao