Olhar para o #Desporto de uma forma global. Com uma visão ampla. No caso português, até com uma visão suficientemente ampla para atravessar o Atlântico sem se perder a costela europeia. São os benefícios da excentricidade geográfica.

Todo o desporto deve estar ligado com as outras áreas. Não faz, quanto a mim, nenhum sentido olhar para o desporto de forma desligada daquilo que acontece, por exemplo, na cultura e no turismo. Mais uma vez, o trabalho em rede é fundamental para que os benefícios possam aparecer.

Batizar provas desportivas com o nome de intervenientes culturais seria uma forma hábil de se promover a cultura.

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Ou seja, toda a gente sabe quem é Rosa Mota e ninguém se deixa de inscrever numa prova de #Atletismo pelo facto de ela se chamar Rosa Mota ou Aurora Cunha. Ora, se a mesma tivesse o nome de alguém ligado à cultura, transmitiria uma mensagem, provocaria curiosidade no seio de um determinado público. E é isso que se pretende. O batismo do evento não pela homenagem em si, mas sim pelo efeito réplica que o mesmo pode causar.

No sentido inverso, compete aos artistas abrirem-se ao desporto através de exposições, por exemplo. Através da pintura, da escultura, da multimédia. Não entrar na discussão de se saber se o desporto é ou não uma forma de arte, mas sim deixar a arte entrar no fenómeno desportivo. Com isso captar a atenção dos jovens. E promover a interdisciplinaridade.

A corrida e a caminhada são hábitos comuns aos cidadãos.

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Aos locais e a quem nos visita. Por isso, urge fazer uma certificação (nem que seja informal) de diversos trilhos e percursos. Com uma boa divulgação junto dos agentes turísticos, também. Para que, mesmo aqueles que nos visitam, possam realizar a sua atividade, interligando-se com os hábitos desportivos da comunidade que estão a visitar. É uma forma de se agarrar o turista a próximas visitas. Seria um trabalho fundamental que reforçaria a coesão do território e promoveria o espírito hospitaleiro. Mas, para tal, tem de haver troca de informação e partilha entre os agentes do território.

Corrida e caminhada, e faço a ponte para a marcha nórdica. Trata-se de uma modalidade para todas as idades que tem crescido exponencialmente na Europa em termos de número de praticantes, dados os benefícios que comporta em termos de saúde. Que tem obrigatoriamente de acompanhar a febre das caminhadas, sobretudo em territórios com zonas costeiras e de recreio até porque, ao contrário do que se pensa, não é uma modalidade propriamente cara.

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Por falar em #modalidades que crescem, Portugal tem condições para fazer uma aposta a longo prazo no futebol americano, cujo boom estará definido no futuro. Falo da predominância de infraestruturas ligadas ao futebol que podem ser adaptadas em integração com o râguebi junto dos escalões de formação, seja em ações de sensibilização ou então através de escolas municipais das duas modalidades, por exemplo.

Quanto a mim, há muito para explorar em termos de aproveitamento do sol e do tempo ameno. Fomento dos desportos de mesa: bilhar, ténis de mesa e xadrez ao ar livre, por exemplo. Com boa gestão. É certo que já se faz, mas é necessário reforçar para que seja relativamente comum a sua existência no território. Isto acontece, por exemplo, em certas cidades da Rússia, malgrado o tempo ser bem menos apelativo do que o português.

Tudo num espírito de competição para todos. A competição para todos que permite a um jovem, por exemplo, praticar uma determinada modalidade de forma federada e, de quando em vez, matar o bichinho do futebol através da participação num torneio. Seria uma forma indireta de se fomentar um olimpismo que sangra, desde há vários anos, de um problema chamado excesso de praticantes de futebol e escassez de praticantes noutras modalidades.