Esta quarta-feira (12 de Outubro) terá sido efectuado um aditamento à Norma de Execução Permanente (NEP) pelo comandante geral da #GNR. Significa que a portaria que foi aprovada pela própria inistra da Administração Interna, e que vinha regulamentar o horário dos #Militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), não está a ser aplicada. Actualmente, os profissionais da Guarda são obrigados a trabalhar quase 48 horas, e isto ainda sem contar com os gratificados, pelo que ficam apenas com uma folga semanal.

Não é de estranhar, por isso, que tantos militares da GNR se encontrem descontentes e revoltados. Eles são humanos como todos nós, e por isso mesmo passíveis de errar também.

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Aliás, errar é humano. Mas eles não podem errar, pois se cometem um erro que seja, são logo alvo de processos, seja nos tribunais civis como na própria instituição! E correm mesmo o risco de serem expulsos.

E se eles chegam mesmo a fazer 5 noites consecutivas, a probabilidade de errarem existe e é muito grande!! Depois de tantas noites sem dormir e a trabalhar, não há nenhum ser humano que consiga resistir ao cansaço.

E conforme é do conhecimentos de todos, através da comunicação social, existem vários elementos da GNR a meterem baixa por causa das novas escalas de serviço, com a consequente sobrecarga horária, que entraram em vigor no início do mês. Vários foram já os postos da GNR que ficaram reduzidos nos efectivos a trabalhar, e alguns foram mesmo obrigados a fechar portas por falta de pessoal para trabalhar.

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Palmela em dificuldades

O Posto da GNR de Palmela não foge à regra, e pelo que parece, é mais um posto a enfrentar dificuldades para se manter em funcionamento. Pois tudo indica que praticamente todo o efectivo desse posto meteu baixa nesta quarta-feira (12)!

Os militares da GNR, que ficaram encarregados de assegurar o serviço nesse mesmo posto, terminaram o curso há muito pouco tempo, e obviamente ainda não têm o traquejo e experiência necessários na rua, para enfrentar um sem número de ocorrências, que podem ser das mais banais às mais complexas.

Os motivos que os militares apresentam para essa tomada de posição é mesmo a sobrecarga horária a que todos estão sujeitos, embora também seja de salientar a falta de apoio e equipamentos que podem levar à morte de mais militares.

Convém ainda relembrar que no destacamento de Setúbal onde se insere o posto de Palmela já perderam a vida 2 militares da GNR em serviço: o Nuno Anes e o Bruno Chaínho. Recorde-se que ontem, terça-feira, mais um militar da GNR perdeu a vida no cumprimento do dever. #Polícia