Pedro João Dias resolveu entregar-se à Polícia Judiciária (PJ) em Arouca, nesta terça-feira, 8 de novembro, depois de 28 dias em fuga. A detenção foi mesmo filmada em directo pela estação televisiva RTP. O suspeito dos homicídios de #Aguiar da Beira encontrava-se desaparecido desde o dia 11 de Outubro, dia em que terá alegadamente baleado dois militares da Guarda Nacional Republicana (#GNR) e dois civis. Duas pessoas morreram, um dos militares e um dos civis, e as outras duas vítimas ficaram gravemente feridas. #Pedro Dias entregou-se à PJ, pelo que a GNR, de momento, ainda não possui detalhes sobre o caso.

Foi na noite desta terça-feira que a advogada de Pedro Dias, Mónica Quintela, telefonou ao director nacional da PJ, Almeida Rodrigues, para o informar que o seu cliente se queria entregar.

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O telefonema apanhou o director nacional da PJ na Indonésia, onde se encontra a participar numa assembleia-geral da Interpol. Uma vez que a PJ manteve sempre pessoal a fazer a vigilância do suspeito em Arouca, o momento em que Pedro Dias se entregou foi rápido e em minutos ficou a detenção foi consolidada.

Ainda antes de se entregar, o suspeito deu uma entrevista exclusiva à RTP, onde alegou ser inocente e explicou que se entregava porque não queria ser fugitivo para sempre. Garantiu ainda que não terá matado ninguém. Mas o militar da GNR que sobreviveu foi testemunha da morte do seu colega. Se não queria ser fugitivo para sempre, porque só agora se entrega?

Pedro Dias relata ainda que durante este tempo todo dormiu em casas abandonadas e que teria chegado mesmo a atravessar o rio Douro a nado.

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Que dormiu em casas abandonadas, não existirão dúvidas, mas atravessar o rio Douro a nado sem nunca ter sido visto? Parece demasiado improvável…

Mais uma vez, Pedro Dias revelou ser calculista, ao afirmar que foi durante o fim de semana que decidiu entregar-se esta noite, e que tinha enviado a um familiar um bilhete anunciando essa mesma intenção, acrescentando ainda que não queria ser morto. Por esse mesmo facto, foi chamada a estação da televisão a casa, para filmarem em directo a entrega do mesmo.

Ainda segundo o próprio, terá tentado entregar-se diversas vezes, mas não o chegou a fazer porque sentia que não tinha condições de segurança para o efeito. Mas afinal, ele que terá baleado mortalmente duas pessoas é que se sentia inseguro? Não se compreende. E terminou dizendo que nunca saiu de Portugal durante o tempo todo que esteve em fuga e que sobreviveu apenas com 60 euros.

Pedro DIas ainda teve tempo para afirmar que tudo não passou de um mal entendido e que Portugal, nas últimas semanas, teve uma prova de que não estamos num Estado de Direito e que as polícias não são capazes de avaliar quem é culpado.

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Mas então o testemunho de um militar da GNR, que escapou ele também da morte quase por milagre, não tem valor? Ele testemunhou a morte a sangue frio do colega. A civil que ainda luta pela vida no hospital também foi testemunha da morte do marido. Será que Pedro Dias será mais verdadeiro que as vítimas que ele fez?

Por fim, o suspeito afirma ainda que recebeu, no dia seguinte aos acontecimentos de Aguiar da Beira, uma chamada de um sargento da GNR a dizer que o iam matar e que então decidiu que não regressaria a casa. Mas se ele estava em fuga, e a GNR nem sequer sabia da localização dele, como saberia como contactá-lo? Uma versão demasiado rebuscada e conveniente esta a de Pedro Dias. Aguardemos os próximos desenvolvimentos, que serão cruciais para a resolução deste caso.