António Ferreira foi um dos dois militares da GNR, baleados em Aguiar da Beira a 11 de outubro pelo alegado homicida João Pedro Dias. Sobreviveu. O seu colega da GNR Carlos Caetano, infelizmente, não teve a mesma sorte e acabou por perder mesmo a vida no cumprimento do dever.

Entretanto, o “Correio da Manhã” avançou em primeira mão com a notícia de que o militar sobrevivente teria revelado aos investigadores da #Polícia Judiciária (PJ) que Pedro Dias o teria mesmo obrigado a telefonar para o posto da Guarda a pedir informações sobre dois irmãos suspeitos de furtos. Notícia essa que foi confirmada mais tarde por fonte da PJ a um outro órgão de comunicação social (Expresso).

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Esse telefonema serviria para provocar confusão e para que recaíssem noutras pessoas todas as suspeitas dos crimes que Pedro Dias alegadamente cometera nessa madrugada e que resultaram em duas vítimas mortais, entre elas o Carlos Caetano, o militar da GNR que perdeu a vida. O agora arguido Pedro Dias não contava que, depois de ter baleado António Ferreira, ele sobrevivesse e pudesse dar o seu testemunho. Por isso mesmo, o testemunho do militar é uma das peças-chave de toda esta investigação da PJ.

Já é do conhecimento de todos que Pedro Dias foi indiciado por dois crimes de homicídio qualificado, três de homicídio qualificado na forma tentada, três crimes de sequestro e um de roubo.

E foi pelo elevado perigo de fuga, pela possibilidade da continuação da actividade criminosa, de ocorrer perturbação do inquérito e existir mesmo alarme social, que o arguido Pedro Dias ficou em prisão preventiva, a medida de coacção mais gravosa.

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Ficou ainda determinado pelo juiz que ninguém relacionado com o arguido poderá aproximar-se das vítimas ou dos seus familiares.

Momentos antes de se entregar, o alegado homicida de Aguiar da Beira, que tinha andado em fuga durante 29 dias, proclamou-se inocente perante as câmaras da RTP, como pudemos testemunhar. Mas como a comunicação social já revelou, quando lhe foi solicitado pela PJ para realizar testes de ADN, ele terá recusado e recusou-se igualmente a prestar declarações perante o juiz.

Outra testemunha chave para este caso é uma mulher que não pode testemunhar, pois encontra-se actualmente a lutar pela vida num hospital, e ainda não se sabe se sobreviverá. Essa mulher foi igualmente baleada pelo alegado homicida de Aguiar da Beira juntamente com o marido, mas o homem acabou por perder a vida, tal como o militar da GNR.

Nota: As opiniões, comentários e pontos de vista publicados neste artigo são da exclusiva responsabilidade da sua autora e não representam necessariamente as opiniões e pontos de vista da Blasting News. #Justiça #Crime