No domingo passado (30 de outubro) foi divulgado um vídeo de uma agressão a um homem algemado por parte de elementos da #GNR. Mas o mais interessante é que as imagens desse dito vídeo não são assim tão elucidativas como parecem à primeira vista.

Mas o que é certo é que essas mesmas imagens, captadas por uma pessoa de #olhão, ao serem partilhadas nas redes sociais, como o Facebook, geraram de imediato uma grande polémica e levaram a que um processo de averiguações interno fosse aberto. Claro, como eram supostas agressões de agentes de autoridade a um "cidadão", todos ficaram chocados e revoltados, mesmo sem sequer terem a certeza do que na realidade se terá passado mesmo.

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E se fosse ao contrário, se fosse um cidadão a agredir os militares? Será que a revolta iria ser a mesma, ou passaria despercebido como tantas outras vezes? Pois é!

A maior parte dos que assistiram às imagens, limitou-se a realizar duras críticas à força usada pelos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) sobre um homem que supostamente estaria algemado. Mas será que estava? Ou será que aquilo que parece ser “agressão” não é mais do que os militares a serem obrigados a recorrer ao uso da força para tentarem deter o individuo, porque ele não estava a colaborar? As imagens não são assim tão reveladoras como afirmam. Sem se ter a certeza de todos os factos, não se deve nunca julgar ou condenar, e muito menos em praça pública.

Afinal, o indivíduo em causa até se dedicava a actividades ilícitas e fugia dos militares da GNR no momento da sua detenção, logo ele não estava assim tão inocente e não deve ter facilitado em nada a própria detenção, muito pelo contrário.

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Deve ter mesmo obrigado os militares a recorrer ao uso da força.  

As Forças de Segurança podem e devem usar todos os meios coercivos que sejam adequados e legítimos à reposição da ordem e da segurança pública. Todos os meios utilizados pelos militares em questão foram adequados, necessários e proporcionais para a detenção de um indivíduo que se encontrava em fuga. Indivíduo esse que já tinha antecedentes criminais e cadastro.

E quem filmou o vídeo, fê-lo sem o consentimento dos militares que estavam a trabalhar e a cumprir o seu dever, o que por si só já é considerado #Crime, e tê-lo partilhado nas redes sociais, igualmente sem a autorização dos mesmos, é ainda muito mais grave. E já agora, também será legitimo deixar uma questão no ar: terá sido uma mera filmagem ao acaso ou premeditada?