O #Benfica é a equipa mais forte do campeonato português neste momento. Sem Fejsa, continua a sê-lo, se bem que a ausência do sérvio não deixe de representar um forte revés. Fejsa é fortíssimo em termos de transição defensiva, mesmo quando não está na zona de acção da bola. Sabe condicionar o adversário a jogar para uma determinada zona onde o perigo é rapidamente aniquilado. E o Benfica é a equipa mais forte por isso mesmo: vale pelo que os seus jogadores se fazem jogar entre si e não somente por aquilo que jogam. A isto se chama colectivo.

Os encarnados são mais fortes porque, desde já, têm o quarteto defensivo que melhor se integra no desenho do jogo ofensivo, permitindo que a equipa se construa mais à frente do que os seus rivais.

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A qualidade dos laterais, imprevisíveis por dentro ou dando largura, é notável e depois há também o factor Pizzi. Pizzi é o cérebro da equipa sem ser propriamente um tecnicista. Certo é que a bola sai dos seus pés sempre com um destino pensado anteriormente. Há muito mais Benfica para escalpelizar, Benfica esse que vai recuperando mobilidade ofensiva à custa de Cervi e, sobretudo, à custa do renascimento de Sálvio.

A ausência de Fejsa

Agora, como fica o Benfica sem Fejsa? Pego no clássico do ano passado. O FC Porto ganhou por 2-1 e o Benfica não tinha Fejsa. Nesse jogo, Brahimi realizou a sua melhor exibição de dragão ao peito. E o FC Porto venceu à custa de ter explorado a deficiente cobertura do Benfica a defender à largura perto da sua área. Sendo Brahimi especialista no aproveitamento desse factor do jogo, as diferenças foram-se reduzindo, tendo vencido a equipa que foi mais inteligente.

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Desconhece-se de que forma os encarnados podem lidar com essa eventual fragilidade. E aqui faço a ponte para o FC Porto. Uma equipa que vai ganhando identidade mas que, na minha opinião, joga pouco em função do adversário. À imagem do seu treinador.

Estou convicto que, jogando à largura, com extremos assumidos, o FC Porto teria vencido o Brugges com uma margem bem mais dilatada. No entanto, seria um FC Porto diferente. Um FC Porto que vai crescendo em termos de reacção à perda da bola, estancando a construção adversária com critério. Um FC Porto que percebeu que Layún tinha de sair da equipa (podendo reentrar como médio no futuro) e recuperou Maxi. Um FC Porto que procura encontrar a largura que lhe permita ser uma equipa mais competitiva. Ou seja, o FC Porto, em Setúbal, com os laterais do Benfica, teria vencido o jogo com facilidade. Mas há aspectos positivos: a melhoria de rendimento de Óliver, eficiente no bloqueio da construção de jogo e na “colagem” a uma dupla ofensiva (Diogo Jota e André Silva) que, malgrado ainda não estar totalmente interligada com a linha média, vai ganhando solidez e linhas de referência.

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Sólido esteve o Sporting em Dortmund. Provavelmente a melhor exibição da temporada. Desta vez, os leões apresentaram-se com um trio de centrais onde Rúben Semedo desempenhou papel principal. Era ele o responsável pela deslocação para o miolo, de forma a impedir que os médios do Dortmund pensassem o jogo de frente. Com isso, William Carvalho conseguiu jogar mais à frente e os laterais alargaram-se pelo corredor. Tudo certo. Mas no melhor pano caiu a nódoa: Rúben Semedo não corrigiu a sua posição defensiva a tempo e permitiu a criação do lance que deu o golo aos alemães. De resto, é um facto: Bas Dost ainda não é “Slimani” e tal ressente-se sobretudo na profundidade que o #Sporting não tem e que tinha com o argelino. E, relembre-se, o estilo de jogo de Jorge Jesus é muito dependente do processo defensivo da sua linha avançada – veja-se o que aconteceu em Vila do Conde.

O Sporting, provavelmente, será eliminado da Liga dos Campeões até de uma forma injusta. Há equipas bem piores que se vão qualificar. Os leões realizaram três jogos de grande categoria e só estiveram menos bem (o que não significa mal) em casa frente ao Dortmund. Saiu a fava ao leão! #F.C.Porto