Há uma semana, em Setúbal, à porta da discoteca BK, teve lugar mais um desacato, que incluiu cenas de pancadaria. A #Polícia de Segurança Pública (PSP), logo depois de ter sido alertada, enviou prontamente para o local uma patrulha a fim de acalmar os ânimos e tentar resolver o desacato.

Segundo a edição de hoje (11 de Dezembro) do Correio da Manhã, o filho de um militar da GNR, um jovem com 18 anos, afirmou categoricamente que foi agredido pelos agentes que acorreram ao local na altura. Na queixa que apresentou referiu mesmo ter sido alvo de pontapés e disse ter sido colocado na bagageira do carro patrulha, imediatamente após ter sido algemado.

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Referiu ainda que, posteriormente, foi largado num local isolado e que foi novamente agredido. Afirmou também que, contrariamente ao que tinha suposto, nem sequer à esquadra o tinham levado. Logo após as agressões, o jovem terá pegado no seu telemóvel e ligou para que os amigos o ajudassem a ir ao hospital. Terá recebido assistência médica no hospital de Setúbal no próprio dia e no dia seguinte foi realizar várias perícias no Instituto de Medicina Legal de Lisboa.

Mas, a meu ver, ficam entretanto algumas questões importantes por explicar: o que estava o jovem a fazer no local dos distúrbios? Era um dos envolvidos ou não? Essas respostas são ainda desconhecidas, pois o jovem não revelou esses pormenores...

A polícia certamente não ia agredir um cidadão pacato só porque sim e nem ia deter alguém sem alguma razão aparente!

Pelo que parece, a referida situação já é do conhecimento da Direção Nacional da PSP (DNPSP), estando já aberto um processo interno de averiguações.

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Mas quem ficou com a investigação do caso foi mesmo a PJ de Setúbal.

Já foram prestadas declarações na sexta-feira pelo jovem em questão. Actualmente, a Polícia Judiciária (PJ) tenta saber quem eram os polícias que estavam a trabalhar naquele dia e quem foi destacado para ir à discoteca. Importante agora é tentar perceber se os polícias fizeram o registo da sua participação nessa ocorrência à porta da dita discoteca.

A investigação deste caso já iniciou as suas primeiras diligências, após o Ministério Público (MP) ter delegado o início das mesmas há três dias, na Polícia Judiciária de Setúbal. #Justiça