Quando Pedro João Dias se entregou à #Polícia Judiciária (PJ), em meados de Novembro, os agentes interpelaram-no verbalmente para que fizesse de imediato os testes de ADN, o que ele prontamente recusou. A sua recusa serviu apenas para atrasar a investigação, obrigando dessa forma a PJ e o Ministério Público (MP) a fazerem uma nova notificação formal. Segundo o jornal Sol, ontem (7 de Dezembro), Pedro Dias, através da sua advogada, Mónica Quintela, respondeu mais uma vez negativamente a este pedido.

Como todos sabemos, o teste do ADN é feito a partir de uma amostra de saliva ou sangue recolhida ao arguido. Os investigadores pretendem, dessa forma, efectuar uma comparação com todos os vestígios biológicos encontrados nos cenários dos crimes e nos locais onde se presume que Pedro Dias tenha conseguido refugiar-se e escapar às autoridades durante cerca de um mês.

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A recusa em realizar o teste de ADN

Pedro Dias é o principal suspeito dos homicídios de Aguiar da Beira e ainda de ferir com gravidade mais três pessoas. Ontem (7 de Dezembro) recusou novamente a realização de um teste de ADN, que será fundamental para a conclusão da investigação em curso.

A recusa do arguido obriga a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) a pedirem formalmente a um juiz de instrução a devida autorização para a realização do teste em questão, que está mesmo previsto na lei e é obrigatório neste tipo de situações. Segundo a lei, somente com a recusa formal do arguido é que tal questão poderá então ser levada a um juiz, para que o mesmo possa ordenar tal perícia.

Segundo informação avançada na edição de ontem do jornal i, poderemos ver que a recusa do arguido em fornecer as amostras para o teste de ADN, pela segunda vez consecutiva, é contraditória com a atitude que ele próprio assumiu quando se entregou perante as câmaras da RTP.

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Alegou inocência na entrevista que deu à RTP quando se entregou; portanto, não se compreende como é que recusa fazer os testes que lhe poderiam dar a inocência que ele tanto proclama. Ou será que, afinal, não será assim tão inocente?

Quando o juiz decidir, ele será obrigado a fazê-lo. E nesse caso, se persistir em não colaborar e mostrar resistência física, será imobilizado. A persistência em recusar tal exame terá apenas um objectivo atrasar as investigações e o desenvolvimento do processo.

No entanto, e apesar da recusa do arguido em colaborar, toda a investigação tem percorrido o seu curso normal, estando em realização outras perícias que não dependem do ADN do suspeito. Uma das análises que actualmente está em curso é a perícia dos objectos que Pedro Dias terá usado durante o tempo em que andou fugido, para averiguar se os mesmos possuem vestígios das vítimas. Mas, na realidade, o mais provável é que existam vestígios do ADN das vítimas na roupa do próprio suspeito e nos carros que alegadamente usou.

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Testemunha em estado crítico

A mulher que terá sido sequestrada e violentamente agredida pelo arguido, numa casa desabitada no lugar da Portela, na freguesia de Moldes, concelho de Arouca, sofreu recentemente um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essa mulher é uma das testemunhas chave deste processo. Já tinha testemunhado perante o MP, mas está agora hospitalizada em estado crítico.

A mulher tem 56 anos, é da cidade do Porto e tinha ido passar o fim-de-semana numa casa que possuía naquele local. Terá sido surpreendida por Pedro Dias naquele dia. Terá sido feita refém durante mais de uma hora, tal como um vizinho, que foi em seu socorro depois de ouvir gritos. Devido às agressões, ficou gravemente ferida na cabeça e nas mãos. O arguido terá tentado calar os seus gritos com uma batata na boca e amarrando-a, juntamente com o vizinho. E sempre a ameaçá-los: “Mato? não mato...”. No fim abandonou as vítimas e fugiu no carro do jardineiro, uma Opel Astra branca. #Justiça #Crime