O caso do Hugo Ernano teve início em agosto de 2008, quando, numa derradeira tentativa de evitar um assalto em Santo Antão do Tojal, disparou e acidentalmente atingiu mortalmente um rapaz de 13 anos, que tinha sido levado pelo próprio pai para o assalto.

Depois de uma longa batalha judicial em Portugal, passando pelo Tribunal de Loures, pelo Tribunal de Relação de Lisboa, pelo Supremo Tribunal de Justiça e ainda pelo Tribunal Constitucional, acabou condenado a 4 anos. Condenado pelo crime de homicídio simples por negligência grosseira, com pena suspensa por igual período, e ainda a pagar uma indemnização de 44 mil euros à mãe do menor e outra, de onze mil euros, ao pai.

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O pai, além de levar o próprio filho para um assalto e de o manter no interior numa viatura perseguida pelas autoridades sem se preocupar com a segurança do menor, acaba premiado com 11.000 euros. Já para não falar que o pai do menor era um evadido do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, que se fez passar por quem não era em tribunal para ficar em liberdade.

Além dos processos judiciais, Hugo Ernano foi ainda alvo de um processo interno e, na sequência desse processo, foi-lhe imposta uma suspensão de oito meses (240 dias) pelo próprio Ministério da Administração Interna, período esse em que apenas recebeu um terço do ordenado.

E ontem (18 de Dezembro) terminaram os 240 dias de suspensão para o militar em questão, que vai regressar novamente ao trabalho. Segundo declarações do próprio à edição de ontem do Correio da Manhã, apresentou-se hoje (19 de Dezembro) no quartel da Pontinha, devidamente fardado, pelas 08.45 horas.

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Acrescentou ainda que quer apenas trabalhar, referindo que não o deixaram, mas que trabalhar foi o que sempre quis. Afirma também que existem coisas que para ele ficarão para sempre, mas que o pior já pertence ao passado. Regressa ao trabalho ainda com mais força e mais vontade.

Entretanto, a indemnização de 55.000 euros que foi condenado a pagar já foi paga na totalidade, com a ajuda incansável de familiares, de amigos, de camaradas, de conhecidos e até mesmo de desconhecidos.Um grupo de amigos do militar conseguiu angariar 55.000 euros em 71 dias, uma quantia que Hugo não tinha.

A história deste militar da GNR foi amplamente divulgada na comunicação social e ficou conhecida em Portugal e além fronteiras. Muitos foram os portugueses que fizeram questão de lhe dizer que estavam com ele e que o apoiavam. Na página de apoio ao Hugo Ernano na rede social Facebook, mais de 141.000 apoiantes têm seguido atentamente todos os desenvolvimentos deste caso. #Causas #Polícia