Pedro João Dias, o agora arguido do caso do massacre de Aguiar da Beira a 11 de Outubro, está actualmente a cumprir a medida de coacção mais grave, decretada pelo juiz: a prisão preventiva. Encontra-se detido na prisão de Monsanto, uma cadeia considerada de alta segurança, e igualmente sob fortes medidas de segurança. Além de já estar indiciado por dois crimes de homicídio, três tentativas de homicídio, três sequestros e um roubo, junta-se agora mais outro, um furto em Évora.

Aproximadamente há quatro anos, numa quinta em Évora, várias peças de antiguidade foram furtadas, e #Pedro Dias é o principal suspeito. Quinta essa onde a agora ex-namorada de Pedro Dias, e mãe da sua filha de dez anos, era veterinária.

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Segundo avançou a edição de hoje (14 de Dezembro) do “Jornal i”, as autoridades encontraram nas casas dos pais e da ex-namorada do arguido várias antiguidades roubadas, entre elas: peças de louça da Companhia das Índias, pratas antigas e uma tela, entre outras obras de arte. Algumas delas estavam ainda dentro de sacos.

Os responsáveis desta mesma investigação colocam a hipótese, e acreditam mesmo, que tanto os pais de Pedro Dias como a ex-namorada não teriam conhecimento desse roubo.

O inquérito do Ministério Público (MP) em questão tinha sido já arquivado, mas entretanto, com a descoberta de que a ex-namorada de Pedro Dias era a veterinária da quinta onde as antiguidades foram roubadas, foi novamente reaberto, e as investigações vão agora prosseguir, pelo que se aguardam mais desenvolvimentos.

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Convém relembrar que Pedro Dias, a 11 de Outubro em Aguiar da Beira, baleou quatro pessoas, sendo que duas delas perderam a vida. É de salientar que duas dessas quatro vítimas eram militares da Guarda Nacional Republicana (GNR). Infelizmente, só um dos militares sobreviveu. Mais um militar da GNR que perdeu a vida no cumprimento do dever. Convicto de não ter deixado testemunhas, Dias iniciou uma fuga que durou quase durante um mês; até se entregar em Arouca na companhia de três advogados, um jornalista de Coimbra e sob os holofotes e as câmaras da Rádio Televisão Portuguesa(RTP).

Mas duas testemunhas sobreviveram; se uma delas está num hospital a lutar pela vida, a outra (militar da GNR sobrevivente) encontra-se com protecção policial 24 horas por dia, pois trata-se de uma testemunha vital para todo este processo. #roubo de antiguidades #Polícia