No dia 6 de fevereiro de 2006 ocorreu a morte de um jovem de 19 anos em Santo António da Charneca, no Barreiro. Tudo aconteceu no momento em que uma patrulha da Guarda Nacional Republicana (GNR) se deparou com um motociclo estacionado próximo a um café. Chamou a atenção dos militares o facto da matrícula estar virada e o canhão de ignição apresentar sinais evidentes de ter sido forçado.

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Após averiguarem no local, os profissionais a GNR apuraram que o motociclo tinha sido furtado por Paulo Duque e por um amigo, pelo que esses jovens foram abordados pelos militares imediatamente depois de saírem do café onde se encontravam..

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Logo de seguida aconteceu uma troca de palavras entre os militares, Paulo e o amigo. Posteriormente acabaram mesmo por insultar e ameaçar os guardas da GNR. Seguidamente fugiram às autoridades e dirigiram-se para uma zona de mato sem iluminação, tendo de imediato sido perseguidos pela #Polícia.

Durante a perseguição, um dos militares da GNR, como já tinha sido alertado para o facto de os jovens fugitivos andarem armados, pegou na sua pistola de 9 mm e deixou-a pronta a disparar. No entanto, carregou acidentalmente no gatilho e acabou por atingir Paulo Duque no abdómen. O homem atingido viria a falecer.

Entretanto, já passaram 11 anos desde que Paulo Duque foi morto acidentalmente por um militar da GNR. Mas o Estado português foi agora condenado a pagar uma indemnização de 100 mil euros ao filho da vítima, que na altura em que tudo aconteceu tinha apenas cinco meses.

O Estado alegava que o militar da GNR deveria ser condenado, pois a sua conduta foi "indesculpável", mas entretanto os juízes consideraram que não se tratou de um ato de "negligência grosseira"..

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A decisão foi agora tomada pelo Tribunal Central Administrativo (TCA) do Sul. Segundo o que o Correio da Manhã adiantou na sua edição de ontem (9 de janeiro), ficou decidido retirar 50 mil euros ao valor fixado na primeira instância. O militar que baleou o jovem ficou ilibado de pagar qualquer indemnização.

Apesar de diferente, este caso é de certo modo similar a outro, que infelizmente não teve o mesmo desfecho para o militar da GNR envolvido. E nesse caso em questão havia uma agravante, pois o menor de 13 anos, que sem ninguém imaginar, ia no interior de uma viatura perseguida pela GNR e que de forma acidental foi atingida mortalmente por esse militar, tinha sido levado pelo próprio pai para um assalto. O militar envolvido nesse caso específico tem o nome de Hugo Ernano e já toda a gente sabe a luta que ele tem travado em procura de #Justiça desde 2008. Justiça essa que entretanto lhe foi sistematicamente recusada pelos tribunais portugueses. #Crime