Como todos nós sabemos, o nosso país atravessou (e ainda atravessa) um período muito difícil, e foi à custa do esforço de muita gente que aparentemente Portugal vai conseguindo sobreviver. Como é óbvio os polícias não foram excepção e também foram igualmente afectados. Ninguém tem noção que grande parte do bom serviço estatal através da PSP é feito muitas vezes para além do que seria o dever e a obrigação de um #Polícia. Os polícias dão muito mais do que realmente é o dever deles.

Os limites para os polícias foram ultrapassados, quando as condições de trabalho em vez de melhorarem, se degradaram cada vez mais, inclusive com reduções salariais, exigências cada vez maiores, e obviamente a pressão e o stress sempre a aumentar.

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Muitos agentes da Polícia de #Segurança Pública (PSP) e militares da Guarda Nacional Republicana (#GNR) trabalham diariamente em instalações com más condições, locais onde chove, onde faz frio, onde o espaço é tão pequeno que, em alguns casos, torna-se mesmo desagradável e indigno para receber vítimas vulneráveis e fragilizadas.

Muitas viaturas policiais escasseiam, andam 24 horas e com o tempo obviamente acabam por avariar, sendo muitas vezes impossível a substituição das mesmas. Já para não falarmos na falta de equipamento de protecção e na imposição de novos fardamentos.

Mas mesmo assim, todos os policias são abnegados e resilientes na profissão e no desempenho das suas funções. Eles dão tudo deles para ganharem mais uns euros porque, na verdade, os ordenados também não são equiparados ao grau de risco elevado da profissão que exercem.

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Não são poucas as vezes que trabalham 12 ou mais horas por dia, sempre com a pressão de lidarem com situações de grande violência e, por vezes, mesmo extrema. Mas os nossos polícias fazem isso todos os dias.

Os nossos polícias são pessoas que fazem muito mais horas do que as definidas na verdade, muitas vezes fazem enormes esforços para realizarem operações onde apreendem milhares e milhares de euros, efectuam detenções de grupos organizados, e arriscam tantas vezes as próprias vidas. Ninguém deve ter dúvidas que eles são profissionais de primeira linha. Cada vez mais nós temos melhores polícias no nosso país, com capacidades para lidarem com as mais variadas situações, desde a violência doméstica à criminalidade organizada, e no entanto, cada vez mais são mal remunerados.

E podem ter a certeza que ninguém é tão exigente com a nossa segurança (da população) como os polícias. Porque eles sabem e sentem as dificuldades, eles amparam as próprias vítimas, perseguem os criminosos e têm de passar horas e horas a fazer expedientes e a serem ouvidos em tribunal. E, no dia seguinte, voltam ao trabalho mais uma vez, dispostos a arriscar a própria vida outra vez em prol da segurança pública.