Todos nós sabemos que a nossa #Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) têm como principal missão proteger e defender pessoas e bens, mesmo com o sacrifício da própria vida. A PSP desde sempre actua pela ordem e pela pátria e a GNR pela lei e pela grei.

Mas o que muitos de nós não sabemos é de tudo o que eles muitas vezes precisam de enfrentar para conseguirem manter a ordem e a lei. Eles não criam as leis, mas tudo farão para que as mesmas sejam respeitadas por todos. São a linha que divide o caos da ordem e a insegurança da segurança.

Muitas vezes, antes de saírem de casa para irem trabalhar, despedem-se da família com o coração apertado, pois têm a real noção de que essa pode ser a última vez que podem estar a dar um beijo ou um abraço ao pai, à mãe, namorada, noiva, esposa, filho ou outro familiar.

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E para todos eles estão sempre presentes o profissionalismo, o sentido de missão e o dever de missão cumprida. Nunca dizem não a uma missão que lhes é determinada; podem não regressar, mas vão sempre! E, quando regressam, voltam com a certeza do dever cumprido.

Muitas vezes trabalham sem condições, sem equipamentos de protecção adequados, debaixo de grandes pressões e elevado grau de stress, são desvalorizados até pelos próprios superiores; não têm o devido apoio das entidades que os tutelam e, em situações de perigo iminente para terceiros e para eles próprios, precisam de pensar muito antes de recorrerem ao uso da arma de fogo que trazem à cintura. Basta relembrarmos o caso do militar da GNR Hugo Ernano, que, por balear mortalmente durante uma perseguição policial, de forma acidental, um menor levado pelo próprio pai para um assalto, viu a sua vida virar um inferno desde 2008 até o início deste ano.

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O Agente da PSP Paulo Bandeira, quando naquele dia começou a trabalhar nas festas da Moita, não imaginava que seria espancado quase até à morte. Os agentes Santos e Raínho também nunca iriam adivinhar que naquela perseguição policial iriam ser colhidos por um comboio. O militar da GNR Bruno Chaínho, quando se preparava para entrar naquele restaurante para tentar salvar as pessoas sequestradas, nem sonhava que a morte o esperava ao abrir a porta. Também ao militar Nuno Anes, ao ir em socorro de um colega da PSP e do filho dele, não lhe passaria pela cabeça ser morto à traição.

E, apesar de todos os riscos que correm e de todo o desgaste que essa profissão lhes faz, eles não desistem de honrar a farda que vestem, de dignificarem a instituição policial que servem e de protegerem e/ou defenderem os cidadãos. #Justiça #Crime