Já tive a minha quota parte de boas e más experiências profissionais. Não me arrependo de nenhuma delas, mas confesso que já me achava capaz de "cheirar" uma boa ou má oportunidade. Sim, sim, o que quero hoje é partilhar convosco uma experiência pessoal e deixar-vos a pensar naquilo que de facto importa na altura de escolher um novo desafio.

A nossa vida profissional (e não só) é feita de escolhas, de opções e, como tal, não está livre de riscos. Confesso-me ligeiramente viciada em novos desafios por isso sou freelancer e, em parte, um pouco culpada por todos estes altos e baixos. Mais uma vez sem arrependimentos.

Lembro-me bem da minha experiência profissional.

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Tinha 22 anos e era o meu primeiro dia numa enorme instituição bancária da nossa praça. Foi uma verdadeira escola. Stress, pressão, incerteza e um nível de exigência bem acima da média. A dirigir-nos estava aquilo a que habitualmente chamo um líder "Mau mas nem tanto". Eu explico: Com mau feitio e um timbre sempre acima do normal, fazem-se ouvir e com isso acham que assustam, mas não passam de cordeiros em pele de lobo. Se formos competentes e disponíveis somos reconhecidos e isso é tão bom!

Mas destes falaremos depois!

Passei por outros sítios em que a coisa correu de forma suave e normal. Também já liderei e ao que parece fiz um bom trabalho.

Mas o que queria mesmo partilhar com vocês é a minha experiência com aqueles que podem mandar, ser donos, ter o poder, ser chefes mas há uma coisa que não são de todo...

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Não são líderes. Costumo chamar-lhes:

Líder mas pouco!

Há de todas cores, formas, feitios e géneros (apesar de no meu caso terem sido 2 homens). Mais cultos e viajados, mais provincianos e limitados, todos se acham extraordinariamente capazes (e por vezes são), quase como se fossem a última bolacha do pacote ou até mesmo a última garrafa de água no deserto.

Gerem organizações muito hierarquizadas em que a criatividade é castrada a cada minuto, em que as relações interpessoais são pouco valorizadas e até desencorajadas. Tudo gira à volta do umbigo do grande líder (qual "Herói do ano 2000") que tem que validar tudo, porque tem medo, medo principalmente de ser ultrapassado.

A estes líderes de umbigo fundo deixo um recado: liderar é valorizar, encorajar, assumir responsabilidades, defender cada um dos elementos da equipa; reconhecer o valor (quando ele existe).

Já a minha avó dizia que "não é com vinagre que se apanham moscas"; por isso, meus amigos, perguntem-se se eu fosse o meu próprio líder, "vestia a camisola"? #Emprego #Liderança #Carreiras