Dois dos três fugitivos do Estabelecimento Prisional de Caxias já foram capturados pelas autoridades no aeroporto de Madrid, avança o Expresso. Uma das capturas já foi entretanto confirmada pelo Ministério da #Justiça, a outra encontra-se em curso. Os capturados são de nacionalidade chilena; o português continua fugido e a ser procurado.

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Foi aproximadamente pelas 01.30 horas da madrugada de domingo (19 de Fevereiro) que três indivíduos com idades entre os 29 e 30 anos fugiram do Estabelecimento Prisional de Caxias, em Paço de Arcos, Oeiras. Foi por uma janela da própria cela que fugiram, após terem conseguido serrar as grades. Na cela encontravam-se quatro detidos, mas um deles não participou na fuga.

Os três detidos encontravam-se em prisão preventiva. A medida de coacção mais gravosa foi-lhes aplicada pelo grande risco de os suspeitos poderem continuar a realizar os seus crimes de furto e roubo.

Dos três indivíduos em fuga, dois são de nacionalidade chilena e um é português.

As autoridades prontamente foram alertadas e todas as esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP), postos da Guarda Nacional Republicana (GNR) e a #Polícia Judiciária (PJ) foram avisadas.

A fuga, segundo parece, já estaria a ser alinhavada por eles há algum tempo, pois segundo alguns órgãos de comunicação social, os mesmos detidos já teriam tentado uma fuga do mesmo estabelecimento prisional mais duas vezes, pelo menos.

Um processo de averiguação foi já instaurado pelo Serviço de Auditoria e Inspecção da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, para que todas as causas e circunstâncias da evasão em questão sejam apuradas e devidamente esclarecidas.

É de alguma forma interessante referir que o estabelecimento Prisional de Caxias é uma cadeia que contém duas zonas prisionais distintas (Norte e Sul), que são totalmente independentes entre si, estando vocacionado especialmente para reclusos que estejam a cumprir prisão preventiva. É por isso classificado como de alta segurança.

Esta fuga acontece exactamente num período polémico, em que se fala muito da lotação máxima das cadeias, da falta de guardas prisionais e de algum risco de segurança nas cadeias para os próprios guardas prisionais, que até agredidos já foram. #Crime