É na base da Calçada da Ajuda, em Lisboa, que se encontram os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) que fazem parte dos esquadrões de moto da Unidade de #Segurança e Honras de Estado (#USHE).

A USHE é considerada uma unidade de representação, de escalão brigada, que, para além do cumprimento da Missão Geral da Guarda, é ainda responsável pela protecção e segurança das instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas, e pela prestação de Honras de Estado.

Segundo a edição desta segunda-feira (20 de Fevereiro) do Correio da Manhã, esses militares suportam diariamente condições desumanas e até mesmo falta de condições de higiene nas instalações da unidade onde se encontram.

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Quatro desses elementos da #GNR terão mesmo adoecido, devido a esta situação.

Pelo que parece, as paredes do edifício estarão cobertas de bolor, do tecto escorrerá água, e até o chão e as paredes estarão em mau estado. O bolor chega mesmo ainda a atingir até as botas da farda. Também as camaratas que ficam acima da secção de armamento e as casas de banho encontram-se sem ventilação, tal como nos acessos aos quartos. É nessas condições que diariamente esses militares da GNR coabitam, quando não estão no exterior.

Após as queixas apresentadas pelos militares que ali se encontram alojados à respectiva hierarquia, foi feita uma limpeza profunda às instalações, mas as más condições permanecem, tal como as fotos do Correio da Manhã confirmam.

Dignidade

Todos os militares da GNR deveriam ter melhores condições para viverem e assim poderem desempenhar o trabalho deles com maior dignidade.

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Não é por isso de admirar que todos esses profissionais da Guarda se encontrem bastante desmotivados e revoltados com a situação em que vivem.

Aqueles que vivem para proteger, merecem respeito para viver. E esses militares da GNR que ainda por cima são responsáveis pela protecção e segurança das instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas e pela prestação de Honras de Estado, mereciam mais respeito, em especial do Ministério da Administração Interna (MAI), que é o ministério que tutela todos os militares da GNR.