Todos os polícias que fazem patrulhas apeadas ou com viaturas são vulgarmente conhecidos por patrulheiros. Sejam eles da #Polícia de Segurança Pública (PSP) ou da Guarda Nacional Republicana (GNR). São aqueles que fazem patrulhas a pé ou de carro, sozinhos ou acompanhados, e sempre que faça sol ou chuva, calor ou frio. São os que mais riscos correm, os primeiros a enfrentar as ocorrências que surjam, seja a mais simples e banal ou a mais complexa e violenta!

São os primeiros a chegar às desordens, assaltos, suicídios, violações, homicídios e afins. Os que acorrem mais rapidamente aos mais diversos crimes, os simples e os complicados.

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São os que, quando é necessário, chamam reforços, informam os colegas do que vão encontrar, para dessa forma eles já estarem preparados para o que vão encontrar e poderem com tempo e exactidão delinear estratégias e formas de agir no terreno.

Os patrulheiros da PSP e da GNR, quando são solicitados, deslocam-se aos respectivos locais das ocorrências, mas nunca possuem informações e dados necessários para resolverem os problemas. Deparam-se muitas vezes com situações verdadeiramente inesperadas e perigosas, para as quais não estão nada preparados. Situações que os obrigam a intervir e a decidir, em segundos, o que que se calhar outros demorariam dias ou meses a decidir. Mas eles, mesmo assim, conseguem enfrentar e resolver e, quando chamam reforços, muitas vezes já têm tudo minimamente controlado quando finalmente a ajuda chega.

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Mas, por mais experiência que tenham, em determinada situações pouco ou nada podem fazer, tal como aconteceu com o Bruno Chaínho. Por mais experiência que tivesse, nunca poderia ter evitado a sua morte. Infelizmente, foi mais um que perdeu a vida no cumprimento do dever.

Todas as ocorrências podem até parecer simples, mas escondem sempre diversos perigos; como tal, um "patrulheiro" em circunstância alguma deveria deslocar-se sozinho a uma ocorrência, pois além de ficar mais vulnerável perante qualquer situação, se a mesma complicar a qualquer momento, a sua vida pode correr riscos e fica sem nenhum apoio.

O uso de equipamentos de protecção adequados, como coletes balísticos, deveria ser de uso obrigatório. Estes equipamentos fazem toda a diferença entre a vida e a morte do patrulheiro ou de qualquer outro polícia.

Relativamente ao uso da arma de fogo, todos eles pensarão muito antes de voltarem a usar uma, depois de o militar da GNR Hugo Ernano ter sido condenado por ter recorrido a arma de fogo e ter morto acidentalmente o menor no interior de uma viatura durante uma perseguição policial.

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Quando são obrigados a recorrer ao uso da força ou a usar a arma de fogo para defesa da própria vida ou da vida de terceiros em risco, podem transformar a sua vida num inferno, correndo mesmo o risco de serem expulsos da própria instituição que representam e, mais uma vez, convém recordar o Hugo Ernano.

Mas quando é o criminoso que agride ou até mata um patrulheiro da PSP ou da GNR, nada de especial acontece. É apenas mais um polícia que morreu no cumprimento do dever! #Crime