Todos nós, quando vamos às compras, quer seja numa loja online ou a um hipermercado, encontramos por vezes produtos, principalmente alimentares, que por estarem a uns dias do fim do prazo de validade são vendidos por metade do preço ou até menos. Mas sabia que anteriormente esses mesmos produtos eram simplesmente atirados ao lixo?

Sim, esses produtos não eram entregues a instituições de solidariedade social ou a pessoas que mais precisassem, o que levava a que existissem, nas traseiras de muitos hipermercados, vários sem-abrigo a vasculhar nos caixotes do lixo, porque sabiam que possivelmente iriam encontrar comida.

Agora, esses hipermercados vêem na venda de produtos que antes iam para o lixo uma grande oportunidade de negócio, e até há, imagine bem, uma loja online que vende produtos que já ultrapassaram o prazo de validade “preferencial”.

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Chama-se GoodAfter e gostaria de realçar que estas empresas vendem produtos que antes iriam para o lixo dos hipermercados.

Ou seja, aqueles hipermercados que praticamente todos os dias nos bombardeiam com campanhas de solidariedade e que dizem que ajudam as pessoas e instituições, quando podem ajudar de facto, simplesmente não o fazem e aproveitam para fazer disso um negócio. Aliás quando esses hipermercados vão às televisões e rádios e outros meios a mostrar que ajudam, é simplesmente puro marketing.

Esses produtos podem ser consumidos?

Sim, podem. Os produtos que são vendidos por estas empresas são os que têm na embalagem a expressão “Consumir de preferência até...”, o que significa que o produto pode ser consumido após o fim do prazo de validade e aplica-se, normalmente, a produtos que podem ser armazenados por muito tempo, como conservas e especiarias.

Eu não aconselho...

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Eu percebo que, para quem não tem tantas possibilidades, seja tentador comprar produtos que ainda podem ser consumidos por metade do preço. Mas não faça isso, porque assim está a alimentar um mercado paralelo de grandes empresas de distribuição. Se ninguém comprasse, provavelmente essas empresas deixariam de ter essas práticas gananciosas e passariam a entregar esses produtos, gratuitamente, a instituições de solidariedade social. #Negócios #Alimentação #Poupança