Foi no dia de ontem (20 de Março) que dois #guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira foram agredidos e ameaçados de morte por dois reclusos. Os reclusos em questão são irmãos gémeos e cumprem penas de 16 e 7 anos, por crimes de roubo. As agressões ocorreram durante uma busca na cela dos agressores. Devido às lesões sofridas, os guardas tiveram mesmo que ser assistidos no Hospital de Penafiel, tendo ambos tido alta ao final da tarde.

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Mas, segundo informação avançada pelo Correio da Manhã, na sua edição de hoje (21 de Março), depois das agressões dos dois guardas prisionais pelos gémeos, três reclusos tentaram ainda realizar um motim nesse estabelecimento.

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Um deles tinha mesmo na sua posse uma faca de fabrico artesanal com cerca de 15 centímetros. Os dois gémeos, assim como o “chefe” do trio que tentou realizar o motim, encontram-se neste momento isolados em celas disciplinares.

Esta não foi a primeira vez que reclusos deste estabelecimento prisional agrediram os guardas prisionais. Já em Abril de 2015, quatro guardas prisionais foram agredidos por um recluso de nacionalidade marroquina, apenas porque lhe foi pedido que retirasse um turbante que trazia na cabeça. Ele não colaborou, gerando mesmo uma situação conflituosa; no momento em que os guardas o tentaram imobilizar foram agredidos.

Ainda nesse ano, um guarda prisional no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco (EPCB) foi igualmente agredido por um recluso. Um ano depois, em 2016, mais dois guardas prisionais, desta vez da cadeia feminina de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, foram agredidos após terem almoçado num restaurante próximo do estabelecimento prisional por três indivíduos; um deles, alegadamente já teria estado detido nesse mesmo estabelecimento prisional..

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Com as cadeias sobrelotadas, com guardas prisionais em número reduzido, é de prever que a insegurança se instale. As condições de segurança nos mínimos também não ajudam. Mas, infelizmente, se nada for feito para inverter este processo, o mais provável é que estas e outras situações semelhantes possam continuar a acontecer no interior dos estabelecimentos prisionais portugueses. #Prisão #Violência