É certo e sabido que são os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) aqueles que mais vezes são agredidos, uma vez que trabalham de um modo muito mais visível no meio da população; muito embora os militares da Guarda Nacional República (#GNR) se queixem exactamente do mesmo problema. A verdade é que que todos sabemos que quem hoje sai em patrulha e vai para o terreno, realmente, não tem garantia alguma de que possa chegar a casa ileso e até mesmo com vida.

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É bastante raro o dia em que não aparece uma situação de agressão a um agente da PSP ou a um militar da GNR.

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Quase todos os dias, em Portugal, pelo menos três agentes da PSP ou militares da GNR são vítimas de #agressões físicas ou verbais. Por isso mesmo, os polícias exigem julgamentos sumários para os agressores e recordam que até ao momento não foi aplicada uma só pena de prisão efectiva para quem agride um agente da autoridade. Um reforço da prevenção e um agravamento das penas também seria muito bem vindo no seio da #Polícia.

Na realidade, não são conhecidas condenações por agressões para os agressores dos agentes da PSP e/ou militares da GNR. E todos aqueles que agridem as autoridades deviam ser detidos e encerrados numa cela até serem apresentados a um juiz, para serem julgados em processo sumário. Para este tipo de situações, a lei portuguesa prevê penas que vão de um a três anos de prisão, mas, até ao momento, as condenações deram apenas trabalho comunitário..

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A questão das agressões a polícias já foi mesmo levada às instâncias internacionais, tal como ao Conselho Europeu de Sindicatos de Polícia, visto que actualmente existe um crescendo de violência e os polícias realçam que existe também um aumento de agressividade. Muitas das vezes, as próprias medidas de coacção aplicadas aos agressores dos polícias transmitem a ideia de que as agressões por eles praticadas acabam por ser desvalorizadas. O que, de certa forma, lhes dá a sensação de ficarem impunes, acabando por os encorajar ainda mais a continuarem a agredir os polícias, umas vez que já o fizeram e até nem lhes aconteceu nada de especial.