As agressões aos profissionais das forças de segurança continuam e não afectam somente profissionais da Guarda Nacional Republicana (GNR) e #Polícia de Segurança Pública (PSP). Também os Guardas Prisionais têm sido agredidos cada vez com mais frequência nos estabelecimentos prisionais onde desempenham as suas funções.

Foi na tarde de quarta-feira (12 de Abril), aproximadamente às 16.00 horas, que no estabelecimento prisional do Linhó, na Ala B, um guarda prisional foi agredido por um recluso, de 27 anos, que se encontra condenado a 11 anos de prisão, pelo crime de abuso sexual de menores.

A agressão ocorreu durante o encerramento dos reclusos nas respectivas celas.

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Foi no momento em que o guarda prisional ordenou que o detido recolhesse à sua cela e que o mesmo recusou acatar a ordem. O guarda ainda tentou fazer com que o agressor entrasse na cela, mas este tornou-se agressivo. O recluso empurrou-o contra o gradeamento do piso e deu-lhe um murro no peito, conforme podemos ver na informação avançada do Correio da Manhã na sua edição 14 de Abril.

Após ser agredido, o guarda, que não podia contar com a ajuda dos colegas, acabou por ser auxiliado por outros reclusos, que acabaram por reter o agressor até outros guardas prisionais chegarem para reporem a ordem. Os reclusos que ajudaram censuraram mesmo o comportamento agressivo do pedófilo condenado. Devido às agressões sofridas, o guarda prisional teve que receber tratamento hospitalar.

A agressão também já foi confirmada pelos próprios serviços prisionais, tal como a aplicação de um processo disciplinar ao recluso em questão.

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Resta agora aguardar mais desenvolvimentos, para sabermos qual a punição que recebeu por ter agredido um guarda prisional.

Tal como os agentes da PSP e os militares da GNR, também os guardas prisionais, mesmo correndo riscos, continuam a cumprir com grande profissionalismo as suas funções. Mesmo sabendo que a sua segurança poderá ser ameaçada a qualquer momento, que a sua vida pode ficar em risco, eles continuam a ir trabalhar todos os dias, determinados a darem sempre o seu melhor e a fazerem o melhor que puderem e conseguirem.

Um número insuficiente de guardas prisionais, a existência de câmaras de vídeo avariadas nas cadeias, falta de camas, de produtos de higiene e de limpeza são alguns dos problemas apontados nas prisões portuguesas. #Justiça #Violência