Foi aproximadamente pelas 12.20 horas deste sábado (29 de Abril), que em mais uma operação policial da Guarda Nacional Republicana (GNR), de fiscalização rodoviária na Charneca da Caparica, Almada, um motociclista foi mandado parar por uma patrulha dessa força de segurança. Mas o condutor do veículo motorizado não respeitou a ordem dada pelos agentes de autoridade para parar e tentou imediatamente fugir. Foi nesse momento em que tentou a fuga que avançou contra um dos militares da GNR e o atropelou.

Militar da GNR em observação hospitalar

Segundo o que já foi avançado pelo Diário de Notícias, o guarda ferido faz serviço no posto da GNR da Trafaria.

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Devido aos ferimentos sofridos, teve mesmo que ser assistido ainda no local pelos #Bombeiros da Trafaria e Cacilhas e posteriormente transportado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Ele referia sentir dores numa das pernas e, pelo facto de a sua situação ainda inspirar alguns cuidados, permaneceu nessa unidade hospitalar para observação.

O condutor do motociclo que tentou fugir logo após ter atropelado o militar da Guarda Nacional Republicana já foi detido. Aguarda agora a ida à presença de um juiz para o primeiro interrogatório judicial e para que lhe seja aplicada a respectiva medida de coacção.

O que é uma fiscalização rodoviária da GNR

Numa fiscalização rodoviária, todos os militares da GNR dão sempre mais importância ao uso de capacete nos motociclos, habilitação legal para conduzir, manobras perigosas, seguro, estado dos pneus e matrículas, excesso de velocidade e ainda à condução sob o efeito do álcool.

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Se o motociclista em questão não respeitou a ordem dada pelas autoridades, alguma coisa não estava legal com ele ou com o motociclo que conduzia. Muitas vezes, é o desrespeito por essa ordem policial (paragem) que inicia verdadeiras perseguições policiais pelas autoridades, que nem sempre acabam da melhor forma. Essas perseguições são sempre perigosas e têm frequentemente muitos riscos associados para ambas as partes.

O caso do militar da GNR Hugo Ernano

Podemos ainda recordar um caso que, não sendo igual a este, é muito semelhante. Foi um caso que aconteceu em agosto de 2008, com Hugo Ernano, o militar da GNR que acabou por acidentalmente atingir de forma fatal um adolescente que ia no interior de uma viatura em fuga das autoridades, conduzida pelo próprio pai do jovem. O pai tinha levado o próprio filho para um assalto momentos antes da perseguição ter início. A perseguição começou também depois de o condutor da viatura ter desrespeitado a ordem para parar dada pelo militar Hugo Ernano e também de ter tentado atropelar propositadamente o militar em questão.

Mais uma vez um profissional da Guarda Nacional Republicana é atropelado durante o cumprimento do dever, tendo mesmo ficado com a sua própria vida ameaçada. Ser militar da GNR ou agente da #Polícia de Segurança Pública (PSP) decididamente, é ter uma profissão de risco. #Crime