Imediatamente a seguir a um fim-de-semana que foi violento para as forças de segurança, com quatro polícias de Setúbal a serem agredidos durante o cumprimento do seu dever, mais dois agentes da #Polícia de Segurança Pública (PSP) da Cruz de Pau (Seixal) foram igualmente agredidos nesta quarta-feira (24 de Maio), enquanto cumpriam o seu dever. Dos polícias agredidos, um é do sexo masculino e chama-se Carlos Lucas; o outro é do sexo feminino e tem 52 anos.

A PSP terá sido alertada por, alegadamente, existir ruído a mais num café do Fogueteiro. Como sempre, prontamente enviou para o local uma patrulha. Carlos Lucas e mais três colegas faziam parte dessa patrulha e deslocaram-se com o objectivo de averiguar o que na verdade se passava e resolver qualquer desacato existente.

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À chegada ao local, os agentes da PSP terão sido recebidos de forma violenta por um segurança com 31 anos. Quando a agente da PSP foi agredida por um murro, Carlos Lucas e outro agente tentaram defender a colega, mas acabaram igualmente agredidos por uma multidão. Foram espancados e até agredidos com garrafas de vidro.

Como poderemos ler na edição online do Correio da Manhã, os polícias necessitaram mesmo de chamar reforços para conseguirem controlar a multidão e repor a ordem pública. Carlos Lucas acabou mesmo por ficar com um dedo partido e estará agora de baixa médica durante dois meses, tal como a sua colega, que terá sido esmurrada pelo segurança.

E, mais uma vez, o alegado agressor ficou em liberdade e aguarda pela apresentação perante um juiz para a aplicação das respectivas medidas de coacção.

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Até quando vai durar essa impunidade para com aqueles que agridem as forças de segurança?

Agressões quase diárias

Quase todos os dias um ou mais agentes da PSP ou militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) são agredidos. Mas, mesmo assim, saem de casa todos os dias para mais um turno de serviço, mesmo sem saber se regressam. O seu profissionalismo, o orgulho de serem polícias e a dignidade com que honram e defendem o crachá que trazem ao peito fazem deles excelentes agentes de autoridade. Eles são os representantes máximos da lei e da ordem.

Se até mesmo as forças de segurança não são poupadas e são agredidas violentamente quando apenas cumprem o seu dever, então todos estamos inseguros e em risco.

Nunca deveremos esquecer que quem vive para nos proteger (os polícias) merece respeito para viver. #Crime #Violência