Depois da revolução ocorrida em 1979 pela mão do Ayatollah Ruhollah Khomeini, o principal ponta de lança do terrorismo a nível mundial, tem mesmo sido Irão e o seu regime. E foi exactamente isso que o rei Salman, da Arábia Saudita, declarou de forma categórica na cimeira entre os países muçulmanos e os Estados Unidos, neste domingo (21 de maio) conforme poderemos ver na edição informativa deste domingo, do Expresso. Cimeira essa que se encontra a decorrer em Riade.

O rei Salman vai mais longe e afirma que, antes dessa mesma revolução com o Khomeni, o Médio Oriente não conhecia o terrorismo.O representante máximo da Arábia Saudita garantiu que o seu país nunca será condescendente com todos aqueles que sejam financiadores do terrorismo, independentemente da sua forma ou meio.

Publicidade
Publicidade

Além de, mais uma vez reforçar a sua determinação para eliminar o Daesh (Grupo Estado Islâmico), e todas as outras organizações terroristas, qualquer que seja a sua religião, confissão ou ideologia. E as palavras de Salman foram proclamadas na abertura da cimeira entre países muçulmanos e os Estados Unidos da América (#EUA). Foi anunciado no passado sábado um acordo militar de venda de armas para Riade, o valor de 98,2 mil milhões de euros.

Por sua vez, o presidente americano, Donald Trump, acusou também o Irão nessa mesma cimeira. Afirmou mesmo que tudo o que está a acontecer na Síria é de total responsabilidade do regime iraniano, acusando de igual forma o Irão de apoiar crimes inadmissíveis do Presidente sírio, Bashar al-Assad. O presidente americano apelou ainda a todos os países para trabalharem para isolarem o Irão e privá-lo de todos os fundos que possam financiar o terrorismo.

Publicidade

Trump declarou ainda que não é uma batalha entre diferentes religiões ou civilizações, mas sim uma luta entre criminosos bárbaros que tentam aniquilar a vida humana e gente boa de todas as religiões.

O objectivo da cimeira em Riade era mesmo reforçar a coligação das nações no Médio Oriente de forma a a erradicar o terrorismo de uma vez por todas.

Entretanto, já neste domingo, o Irão deixou um conselho aos EUA, num editorial publicado pelo próprio ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. Aconselhou o presidente americano a discutir em Riade formas de evitar outro ataque como o de 11 de setembro de 2001, numa referência velada à alegada influência das autoridades sauditas nesse atentado, tendo sido perpetrado por cidadãos sauditas, #Nações Unidas #"terrorismo