É já no próximo dia 24 de maio que uma manifestação dos militares da Guarda Nacional Republicana (#GNR) se irá realizar em Lisboa como forma de protesto contra o novo estatuto. Mas com esta manifestação, os profissionais da guarda pretendem ainda exigir igualmente as promoções que se encontram por concretizar nessa mesma força de segurança. A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que aparentemente será a associação mais representativa da GNR, já terá afirmado que a manifestação vai realizar-se entre o Comando-Geral da GNR e o próprio Ministério da Administração Interna (#MAI). Segundo ainda a mesma associação, o protesto vai apenas relembrar mais uma vez que existe um grande descontentamento e desmotivação no meio dos militares da GNR.

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Pelo que parece, o novo estatuto profissional da GNR, que vigora já desde o início deste mês, tem normas que, além de acentuarem a subalternização da instituição a princípios militaristas e às Forças Armadas, vêm produzir alterações que os militares consideram ser atentados contra os seus direitos, tal como pudemos ver na edição informativa de 6 de abril da SIC Noticias.

As promoções serão realizadas exclusivamente por escolha, sendo os mais antigos mais favorecidos, e os mais competentes prejudicados. Os dias de férias dos militares da GNR sofrem alterações também, tendo-lhes sido retirados 3 dias; inicialmente usufruíam de 25 dias, e actualmente possuem apenas 22 dias de férias. E a APG/GNR quer ainda que as promoções sejam imediatamente efectuadas, visto que somente uma percentagem vai acontecer por causa do adiamento pelas medidas de contenção do orçamento de estado.

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Uma das exigências prioritárias é o desbloqueamento dos índices remuneratórios dos militares afectados.

Os militares da Guarda Nacional Republicana, que trabalham sempre pela lei e pela grei, pretendem ainda ver satisfeitas condições de serviço mais dignas, que de uma vez por todas tenham os meios e os equipamentos necessários que tanto precisam e que tanta falta lhes fazem no dia a dia.

De igual forma, uma melhor e mais adequada gestão de recursos humanos seria muito bem aceite pelos militares da Guarda Nacional Republicana, que muitas vezes trabalham muito mais horas e fazem mais turnos para conseguirem suprimir a falta de meios humanos.

Se eles tudo fazem para proteger e manter em segurança os cidadãos, também merecem que as entidades que os tutelam, tal como o MAI, os protejam e lhes forneçam o material necessário para que possam cumprir o seu dever também em segurança. #estatutodagnr