Foi nesta quarta-feira, 3 de Maio, que se comemorou o 106.º aniversário da Guarda Nacional Republicana(GNR). Comemoração essa que se realizou na Praça do Império, em Lisboa, com toda a pompa e circunstância, contando com vários convidados ilustres, entre eles o comandante-geral da #GNR e a própria ministra da Administração Interna.

Mas durante a realização dessa cerimónia, e enquanto o responsável máximo da GNR e a ministra do MAI discursavam, um grupo de militares da GNR vestidos com camisolas pretas viraram as costas, numa acção de protesto contra a situação que a corporação atravessa nos dias de hoje. Segundo eles, não havia necessidade nenhuma de tantos gastos.

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Quando os meios humanos para a GNR são reduzidos; quando faltam veículos e coletes balísticos; e até as próprias algemas são muitas vezes adquiridas pelos próprios militares.

Foi uma iniciativa de protesto criada pela união de duas das associações da GNR, a Associação dos Profissionais da Guarda (#APG/GNR) e a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG).

O presidente da APG, César Nogueira, afirmou que estavam a gastar quantias elevadas de dinheiro, quando na verdade esse dinheiro era muito mais necessário para melhorar as condições de serviço e a qualidade de vida dos próprios militares da GNR, conforme se pode ler na edição de ontem do Jornal de Noticias.

Mas o presidente da APG, uma das associações mais representativas dessa mesma força de segurança foi ainda mais longe, e afirmou que com todas aquelas celebrações tudo dava a entender que a GNR estava bem, mas os próprios elementos dessa corporação fizeram questão de demonstrar o contrário e demonstrar o seu desagrado.

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Ainda segundo César Nogueira, existem várias questões ainda sem resposta, tais como as promoções e o descongelamento dos índices remuneratórios. As promoções já deveriam mesmo ter acontecido no início do ano e o descongelamento dos índices remuneratórios prepara-se para ser adiado para 2020 pelo governo. Relativamente às principais contestações ao novo estatuto pelos militares, estão a diminuição dos dias de férias e ainda as promoções por escolha. Ainda segundo Nogueira, os militares da GNR não viraram as costas à ministr;, ela é que já virou as costas para eles há muito tempo.

Os militares da GNR dignificam e honram o nome de Portugal dentro e fora do território nacional, como tal merecem igualmente serem honrados e dignificados pelas entidades que os tutelam. #militaresgnr