Ser #Polícia é muito mais do que usar uma simples farda e um distintivo. É saber que, mesmo com o sacrifício da própria vida, terá que defender e proteger pessoas e bens que estejam em risco. É fazer cumprir as leis custe o que custar, é repor e manter a ordem sempre que necessário, é muitas vezes arriscar a própria segurança e vida em prol da segurança e da vida dos cidadãos. É honrar a instituição policial que representa, é ter orgulho na farda que veste e dignificar o distintivo que carrega ao peito.

Ser polícia é muitas vezes sair de casa para ir trabalhar, depois de dar um beijo a quem ama, e com o coração apertado dizer adeus, sem saber se regressará a casa novamente.

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É enfrentar no seu dia-a-dia riscos, é enfrentar a morte em cada esquina, é dar o peito às balas quando a vida de alguém fica em risco; e é ainda atravessar muros e outros obstáculos atrás daqueles que vivem à margem da lei.

Ser polícia é muitas vezes trabalhar sem condições de segurança, é não virar as costas mesmo quando as condições não são favoráveis, é cumprir o dever mesmo que a sua segurança e a sua vida estejam em risco. É cumprir o dever e mesmo assim arriscar, pois quando as coisas não correm bem os polícias correm o risco de serem punidos pela hierarquia, pela própria instituição e de enfrentarem ainda as barras de um tribunal. Basta recordar todo o caso de Hugo Ernano, o militar da GNR que acidentalmente atingiu mortalmente um menor de 13 anos durante uma perseguição policial, menor esse que tinha sido levado pelo próprio pai para um assalto e que seguia no interior da viatura em fuga.

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Ser polícia é quase fazer de tudo um pouco. É ser moderador numa discussão, é ser confidente das vítimas, é ser o elemento de união na discórdia, é ser a salvação num momento de aflição, é ser o ouvinte de vítimas na hora da morte; é quem nos suicídios e assassinatos recolhe os corpos sem vida, é ainda muitas vezes o conforto das famílias das vítimas.

Ser polícia é fazer de tudo para deter quem infringe a lei, quem provoca desordens, quem mata, quem viola, quem rouba ou quem comete qualquer outra espécie de #Crime.

É ser vítima de agressões, verbais ou físicas. É por vezes perder a vida no cumprimento do dever. Foram já vários os que caíram sem vida em nome da segurança pública.

É ainda arriscar ser reconhecido na rua por alguém que já deteve e ser ele próprio, ou algum familiar, vítima de uma vingança fria, covarde e mesquinha. De igual forma, vários já foram os polícias que sofreram ataques pessoais por terem detido os seus agressores.

Ser polícia é prolongar o turno para o seguinte, somente para ir a tribunal porque realizou detenções no seu turno.

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É ainda ter que ir a tribunal, mesmo estando de folga, para prestar depoimentos por causa de casos em que teve que intervir e agir. É também observar aquele que deteve passar por ele em liberdade, mesmo antes de terminar todas as burocracias da detenção.

Ser polícia é ainda ser um homem ou uma mulher, é ter sangue nas veias, é ter sentimentos no coração, medos como qualquer um de nós. Por isso, quando numa situação de desordem ou de maior conflito, não se surpreendam quando um polícia vos parecer duro, sério, sem sentimentos, frio, com sangue frio e um rosto inexpressivo. Essa é uma “máscara” que muitas vezes são obrigados a colocar em trabalho, para não correrem riscos de ficarem menos racionais, mais frágeis e vulneráveis.

Eles são feitos de carne, mas na maior parte das vezes parecem ser feitos de aço. #Justiça