Há cerca de um mês, no Grande Porto, uma enorme onda de assaltos assustava os comerciantes. Depois de terem roubado milhares de euros, avançaram para assaltos à mão armada em várias lojas de conveniência, em bombas de gasolina. Todos os elementos do grupo possuem idades entre os 25 anos de idade; quase todos já com cadastro por outros roubos violentos, mas encontravam-se em liberdade.

O assalto à loja da Galp na A7

Na madrugada deste último sábado (27 de maio), após mais um assalto, foi a própria Polícia Judiciária (#PJ) do Porto a encetar uma perseguição aos #assaltantes entre Seide, Famalicão e Leça do Balio, em Matosinhos.

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Nesse assalto, os criminosos sequestraram um funcionário da loja da Galp da A7, em Seide. Ainda arrastaram o cofre para o exterior, mas não conseguiram transportá-lo para a Ford Transit que estavam a utilizar para o assalto pelos. Carrinha essa que, de igual forma, tinha sido roubada pouco tempo antes.

E ainda durante essa mesma fuga, lançaram pela janela da carrinha, para a estrada, material de construção civil que tinham no interior, e que certamente estaria a constituir um lastro desnecessário - além de poder ser um obstáculo para os seus perseguidores.

Assaltantes perseguidos por 35 quilómetros

Os fugitivos, entretanto, dispararam contra os carros dos inspectores da PJ que iam no seu encalce. Três deles, após a troca de tiros, foram detidos e em prisão preventiva. Dois deles acabaram baleados no tiroteio.

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No entanto, quatro deles conseguiram fugir e continuam em fuga, e com toda a certeza armados. Está já montada mais uma caça ao homem, pela Polícia Judiciária. Os assaltantes, apesar de serem novos em idade, já revelaram que não hesitam em disparar. A PJ receia que possam realizar mais assaltos ainda, e que possam atingir pessoas inocentes.

Mais vítimas do grupo de assaltantes

Também já uma patrulha de militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) foi alvo de disparos feitos por esses elementos do grupo, quando assaltaram dois postos de gasolina na A3 em Santo Tirso, localizados a pouco menos de 500 metros do postos da Brigada de Trânsito (BT) da GNR.

As forças de segurança continuam no terreno, tentando localizar os quatro fugitivos para os capturarem e deterem. Relativamente aos outros três, já se encontram a cumprir a medida de coação mais gravosa decretada pelo juiz, a prisão preventiva - como não poderia deixar de acontecer depois do perigo que representaram para os elementos das forças de segurança e para a sociedade. #crimes