Se os polícias fossem racistas, certamente não tolerariam como colegas e amigos elementos policias de raça negra. Sim, porque na #PSP existem agentes de raça negra e são tratados de igual forma de todos outros de raça branca, possuem os mesmos direitos e mesmos deveres. Onde existe então o racismo na #Polícia? Não existe...

Quando em 2005, o inverso aconteceu, e elementos de raça negra, na Cova da Moura, assassinaram a sangue frio um agente da PSP no cumprimento do seu dever, com mais de 20 disparos, não existiram alegações de racismo.

Em Julho de 2005, a própria Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) do Ministério da Administração Interna (MAI) resolveu arquivar todo o processo em questão.

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Arquivamento esse que resultou de uma enorme investigação a toda a actuação da PSP nos acontecimentos do Bairro da Cova da Moura e na esquadra de Alfragide. De ressalvar ainda que o inquérito foi dirigido pelo Ministério Público (MP) do Departamento de Investigação e Acção Penal/Comarca Lisboa Oeste, com a colaboração da Polícia judiciária. E todos sabemos que a IGAI não é de favorecer nada os polícias nas averiguações e punições, muito pelo contrário; costuma não perdoar nada e ser bastante implacável.

Por isso, é deveras estranho no mínimo, o Ministério Público (MP) vir agora de novo acusar os 18 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) da esquadra de Alfragide por denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, relativamente a um caso ocorrido em 2015.

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Estando actualmente os agentes da PSP em questão sujeitos a termo de identidade e residência.

Foi em Fevereiro de 2015 que um grupo com cerca de 10 jovens tentou invadir a esquadra da PSP de Alfragide, no concelho da Amadora. A tentativa de invasão resultou da sequência da detenção de um jovem que tinha arremessado uma pedra contra uma carrinha policial, conforme poderemos ler na edição online de hoje do Jornal de Notícias. Carrinha essa que transportava uma equipa que tinha por missão patrulhar o bairro da Cova da Moura. Um dos polícias acabou mesmo por sofrer ferimentos ligeiros, no rosto e nos braços, tendo tido necessidade de ser transportado ao Hospital de Amadora-Sintra para receber tratamento hospitalar.

O agressor, de 24 anos, foi posteriormente levado para a esquadra de Alfragide. No seguimento dessa detenção, os restantes jovens, todos com idades entre os 23 e 25 anos de idade aproximadamente, tentaram invadir a esquadra. Durante a tentativa de invasão, os polícias fizeram o disparo de um novo tiro para o ar para intimidarem dessa forma os invasores.

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Acabaram detidos cinco elementos do grupo e os restantes conseguiram fugir.

E foram exactamente os cinco que acabaram detidos, que afirmaram que os agentes tinham feito constar de documentos factos falsos, que tinham praticado actos e proferido expressões ofensivas ao corpo e honra deles. Acusaram ainda os polícias de prestar declarações que não correspondiam à verdade e que os tinham privado da liberdade.

Não se lembraram, quando arremessaram a pedra contra a carrinha policial, que agredir um agente de autoridade é crime. Não se lembraram que, ao tentarem invadir a esquadra, estavam a tentar invadir as instalações policiais e que também estavam a cometer mais um crime. Não se lembraram que quem desrespeita a lei e a ordem comete vários crimes, puníveis por lei. #esquadradealfragide