Eles não usam máscaras nem uma capa negra, não empunham espadas e nem sequer voam como os super-heróis que tanto admiramos desde crianças. Eles não são feitos de aço e nem são imortais. São humanos, sangram e podem viver ou morrer.

Vestem uma farda, ostentam um crachá ao peito e trazem no coldre uma arma que só utilizam como o último dos últimos recursos. E todos eles, sempre que necessitam de usar a sua arma, são obrigados a cumprir um rígido protocolo de segurança referente ao uso dessas armas de fogo. E, mesmo cumprindo esse protocolo à risca, quando os agentes de autoridade têm necessidade de recorrer ao uso da arma de fogo, acabam por ser alvos de processos internos e judiciais.

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Eles são militares da Guarda Nacional Republicana (#GNR) e agentes da #Polícia de Segurança Pública (#PSP). Eles correm riscos, dão o peito às balas e enfrentam a morte todos os dias quando saem de casa para ir trabalhar. Apenas sabem que estão vivos quando começam, mas nunca sabem o que os espera no turno que têm pela frente. Desconhecem se chegam ao fim de um turno vivos, feridos ou até mortos.

Quantos deles não foram já agredidos durante o cumprimento do dever? Já não têm conta. Foram muitos, diria até demais, mas infelizmente continuam a ser alvo de agressões quase todos os dias. E os seus agressores continuam a passar impunes ou sem as punições devidas e merecidas.

E já para não falarmos daqueles que perderam a própria vida para salvarem outras vidas e em nome da segurança pública.

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Que tombaram no terreno enquanto protegiam e defendiam outras vidas.

Não só em serviço os agentes da PSP e militares da GNR são agredidos, pois mesmo em folgas ou em férias tal acontece. Acabam sempre por ser polícias durante 24 horas por dia, pois, estejam ou não de serviço, sempre que se deparam com situações de desordens ou de qualquer outro tipo de criminalidade, não conseguem ficar impávidos e serenos e agem, visando sempre a segurança dos cidadãos e, algumas vezes, a sua própria segurança.

E por tudo isso, seria muito importante que os concursos de promoção fossem concluídos, que os índices remuneratórios fossem finalmente desbloqueados, que o estatuto fosse cumprido na íntegra e que o subsídio de risco fosse aprovado e implementado de uma vez por todas para todos os polícias pelo ministério que os tutela, que é o Ministério da Administração Interna (MAI). E, claro está, deveria ainda desaparecer a injusta taxa de sustentabilidade para todos os aposentados antes da entrada em vigor do actual estatuto.