Foi no princípio da tarde do último sábado (29 de Julho) que mais uma perseguição policial teve início, em Alfragide, tendo tido o seu fim em Linda-a-Velha, Oeiras. Foram três indivíduos do sexo masculino, com idades aproximadas entre os 35 e os 44 anos, que deram início a essa perseguição, na tentativa de fugirem à Polícia de Segurança Pública (PSP), após terem desobedecido a uma ordem de paragem dada pelos agentes de autoridade. De ressalvar que esses homens eram considerados suspeitos de furto.

A fuga em contramão

Durante a fuga, numa viatura de marca Opel Corsa de cor encarnada, tudo fizeram para despistar o carro patrulha da PSP, após terem sido detectados a circular na Rua Quinta do Salrego.

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Os fugitivos foram mesmo em contramão quando circulavam na CRIL e na A5. Mas, mesmo andando em contramão, não provocaram nenhum acidente.

Necessidade de reforços

A patrulha da PSP teve mesmo necessidade de pedir reforços. Os três alegados assaltantes abalroaram ainda uma viatura à civil das brigadas de Investigação Criminal (BIC) da PSP de Oeiras. Mas, apesar de tudo, os agentes que iam no seu interior não sofreram ferimentos.

Tentam escapar à PSP a pé

Foi já na Avenida Carolina Michaelis, em Linda-a-Velha, que pouco tempo depois os agentes de autoridade finalmente conseguiram imobilizar o carro em fuga e deter os fugitivos. A viatura já se encontrava com um pneu traseiro furado. Mesmo depois de saírem dos carros, tentaram ainda escapar as autoridades, mas sem sucesso, pois foram de imediato interceptados pelos polícias que os tinham perseguido.

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O Opel Corsa encarnado, utilizado pelos três fugitivos, tinha sido furtado na Amadora na quarta-feira (26 de Julho).

A PSP tomou logo depois conhecimento que os três indivíduos eram mesmo suspeitos de vários assaltos a casas e a estabelecimentos comerciais. E que existiam ainda registos de serem suspeitos de fugas após abastecerem em postos de gasolina sem pagar, tal como já adiantou o Correio da Manhã.

Mais uma vez, a ordem de paragem dada por um agente de autoridade foi desrespeitada e acabou em mais uma perseguição policial. Esta terminou bem, mas outras não tiveram o mesmo fim e acabaram mal. E afinal de quem é a culpa? Dos agentes de autoridade, que apenas cumprem o seu dever, ou dos indivíduos que decidem pura e simplesmente desrespeitar a ordem dada pelos agentes e fugir?

Faz lembrar um caso muito conhecido que aconteceu em 2008, quando Hugo Ernano, um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), durante uma perseguição policial, acabou por acidentalmente atingir mortalmente um menor de 13 anos que tinha sido levado pelo próprio pai e que, mesmo depois do assalto, não se preocupou minimamente com a segurança do filho, transportando-o no interior da viatura em fuga. A vida de Hugo Ernano não se tinha virado do avesso e o menor não teria perdido a vida se o pai do jovem tivesse respeitado uma simples ordem de paragem dada pelo militar em questão. #Crime #Polícia