Os incêndios continuam a ser diariamente notícia de abertura dos noticiários e surgem dezenas de comentadores "especialistas" no assunto dando a sua opinião e apontando falhas e possíveis responsáveis para estas calamidades. O propósito deste artigo de opinião é alertar para a necessidade de encontrar uma solução coletiva para este problema social e não perder tempo em encontrar culpados e apurar responsabilidades, visto que se torna numa tarefa infrutífera e até causadora de maior divisão social.

Todos sabemos que a grande maioria dos incêndios que surgem no nosso país são de origem humana e, muitas vezes, ateados por indivíduos conhecidos das populações.

Publicidade
Publicidade

O ato de lançar chamas nas florestas transforma-se num hobbie ou passatempo para estas pessoas, evidentemente perturbadas ou doentes mentais. Dado início ao #Incêndio, toda uma série de consequências surgem para as populações mais próximas do local, bem como para as populações vizinhas e, em último caso, para a região e o país: a necessidade de usar meios altamente dispendiosos no combate aos fogos; a perda de vidas humanas, animais e de campos agrícolas, empregadores e fontes de sustento de centenas de famílias; o aumento da poluição atmosférica, devido à libertação de gases como o dióxido de carbono, que tornam o ar pesado, escuro e irrespirável; aumento dos problemas de saúde das populações, com destaque para problemas respiratórios; degradação da qualidade de vida dos habitantes das povoações afetadas; consequências várias no desenvolvimento económico regional e nacional.

Publicidade

Problemas enumerados, é necessário encontrar soluções! Uma vez que a justiça se mostra insuficiente para manter a ordem social e responsabilizar todos os culpados por estes desastres, cada vez que um fogo acontece, e após o devido combate, é necessário reconstruir de forma mais eficiente os territórios, evitando erros urbanísticos e paisagísticos que outrora facilitaram o propagar das chamas: refiro-me claramente à necessidade de plantar outras espécies florestais em vez dos eucaliptos e de se proceder à limpeza frequente das matas e dos campos agrícolas, com vista à maior produtividade dos terrenos e menor risco de incêndio.

Mas para se evitar chegar ao ponto de reconstruir dezenas de anos de trabalho perdido em minutos, é necessário atuar junto das populações e, principalmente, dos mais jovens, para alertar para a necessidade de proteger a floresta e consciencializar para o facto de que lançar fogo aos terrenos é uma prática condenável e que se deve alertar as autoridades caso este tipos de atos seja observado.

Certamente que se se adotar este tipo de práticas, no futuro, facilmente se extinguirão os incendiários e se procederá a uma autêntica revolução florestal, com consequências positivas para o nosso país. É preciso é querer e por mãos à obra! #Portugal #Economia