Todos os nossos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), no desempenho das suas funções profissionais, são diariamente obrigados a enfrentar as mais variadas situações de perigo iminente, em que o espectro da morte paira no ar a cada segundo que passa, uma vez que todos eles contactam com pequenos grupos da sociedade bastante complexos, problemáticos e até mesmo marginais. E nesses ambientes, é óbvio que os níveis de perigo imponderável aumentam de forma significativa.

Mas esses polícias, tal como todos nós, também sentem medo em muitas acções intrínsecas à própria profissão que escolheram, em que a fronteira entre o herói e o vilão depende, muitas vezes, apenas e só da própria sorte.

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Mas todos eles foram treinados para nada temerem e enfrentarem sempre o medo de frente.

Também choram, também sangram, também sentem dor, mas, pelo cumprimento do dever, estão preparados para tudo, para aguentarem toda a dor e até mesmo perderem a própria vida. Os agentes da PSP também receiam a morte como qualquer ser humano, mas olham-na de frente em cada esquina e, por vezes, são mesmo abraçados por ela, para salvarem outras vidas e em nome da segurança pública. Pois a primordial missão de todos os polícias é mesmo proteger e defender pessoas e bens, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

Todos os polícias têm um lado humano, um lado que tantas vezes é sacrificado por eles em nome do próprio sucesso de dinâmicas policiais que muitas vezes fazem esquecer que eles são seres humanos, pois eles próprios são levados a agir como se fossem realmente "Robocops", polícias feitos de aço.

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É exactamente o facto de serem humanos que lhes permite agir com o coração, com a razão e com o bom senso, o que tantas vezes é útil em situações de maior melindre social, no dia-a-dia, em que os polícias são quase que obrigados a desempenharem vários papéis: o de psicólogo, o de assistente social; o de “pai”; o de confidente e até mesmo de conselheiro. São apenas humanos e não "Robocops".

A farda que envergam transforma-os em polícias, mas decididamente não os despe da condição essencial de serem humanos, do carácter de cada um, da personalidade e profissionalismo de todos. E aliás, é isso que os vai definir como polícias; o seu lado humano é que certamente fará toda a diferença para eles ao longo da vida profissional, no dia-a-dia de cada um e durante o desempenho da actividade profissional. É o lado humano que lhes dá vida, força e coragem, pois não é a farda que faz o #Polícia, mas sim o homem que está dentro da farda, para o bem e para o mal!

É esse lado humano dos nossos polícias que muitos cidadãos desconhecem e deveriam conhecer.

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Quantas vezes um polícia regressa a casa de um turno de serviço cansado, afectado, desapontado, desiludido e tantas vezes desanimado? Muitas vezes, até demais. Por isso, o suporte de uma família é de extrema importância, para que ele consiga sentir-se renovado, recuperado, para no dia seguinte poder enfrentar mais uma vez, com um sorriso na cara, uma sociedade cada vez mais exigente, mais problemática e mais complexa.

A família sempre foi e será o pilar e a base de sustentação emocional de todos os profissionais de polícia; quando a relação com a família é excelente, a base é forte e isso fortalece o ser humano e o polícia, mas quando a mesma é fraca, ou até nem existe, as sequelas notam-se logo. A base de sustentação fica em risco e acabam por aparecer as depressões que, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem terminar, infelizmente, de forma abrupta e violenta, como o suicídio, fenómeno que nos últimos tempos se encontra em crescendo nas forças policiais. O suicídio nas forças de segurança deveria ser analisado e estudado com muita atenção e o mais urgentemente possível por quem de direito, para que a curto ou médio prazo possam encontrar soluções para os homens e mulheres que vestem as fardas! #forçasdesegurança #Crime