Foi no dia 11 de Outubro de 2016, na madrugada de mais uma quarta-feira, que Pedro Dias matou, de forma vil e covarde, três pessoas e deixou mais uma quarta ferida. Duas dessas vítimas eram militares da Guarda Nacional Republicana (#GNR), tendo infelizmente uma delas perdido a vida. António Ferreira foi o militar da GNR que sobreviveu e actualmente continua em casa, sem poder trabalhar, mesmo passado um ano do massacre de Aguiar da Beira.

Ainda não se encontra livre de perigo, visto que uma bala permanece ainda alojada na sua coluna e os médicos não arriscam uma cirurgia. Tudo aquilo que viveu foi demasiado marcante e, com toda certeza, ele dificilmente voltará a trabalhar na GNR.

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O que para ele acaba por ser demasiado penoso pois, a cada dia que passa, ele vê o seu sonho acabar-se, o sonho de ser um militar da GNR. Apesar de tudo isso, o militar da GNR encontra-se determinado e com força para enfrentar o julgamento do homicida.

Sobrevivente terá de recordar em tribunal a tragédia de Aguiar da Beira

Numa reportagem que a irmã de António Ferreira deu em exclusivo ao Correio da Manhã (CM), podemos ler que António pretende testemunhar em tribunal, para que #Pedro Dias seja efectivamente condenado. O militar da GNR, naquela macabra madrugada, conseguiu ter a capacidade de ir pedir ajuda, após ter sido alvejado. Mas graças a essa sua capacidade, ele hoje é a única testemunha viva que pode colocar Pedro Dias naquele local sangrento. E por tudo isso, o sobrevivente vai estar em tribunal para mais uma vez se recordar aquele massacre sangrento do qual, por sorte, saiu com vida.

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Apesar de actualmente já apresentar algumas melhoras, ainda continua a ter pesadelos. Após o sucedido, e durante várias semanas, era pelo nome do Caetano que ele gritava quando finalmente adormecia. António Ferreira refere ainda que nunca mais esquecerá os olhos daquele que matou o seu colega e quase o ia matando a ele, pois neles viu olhos assassinos e sem compaixão. E mesmo que Pedro Dias um dia mude o rosto, nunca poderá no entanto mudar os seus olhos.

Julgamento de Pedro Dias

O julgamento deverá iniciar-se nos primeiros dias de Novembro, na Guarda, e por razões óbvias será rodeado por rigorosas e fortes medidas de segurança. Falta agora saber se Pedro Dias vai falar e admitir os crimes pelos quais é acusado. Entre vários que lhe são imputados, três são de homicídio.

Este foi mais um caso que trouxe a tona o problema das mortes dos agentes de autoridade no cumprimento do dever, e o facto de ser militar da GNR ser realmente uma profissão de risco. #aguiardabeira