Dois investigadores acreditam ter provas que Jesus foi enterrado em Jerusalém, junto da sua mulher e do seu filho.

Não foi uma investigação fácil, durou mais de 30 anos, mas após um grande número de exames científicos e de lutas em tribunais contra leis impeditivas, os investigadores Shimron e Jacobovici acreditam que conseguiram finalmente as suas provas. Segundo eles, o chamado Túmulo da Família de Jesus, descoberto em 1980, que guardava os ossos de diversas pessoas, algumas com inscrições visíveis como “Maria”, “José”, outra “Maria”, “Yose”“Jesus, filho de José”, “Mateus” e “Judas, filho de Jesus“ veio a provar-se ser do verdadeiro Cristo.

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Como eram nomes muito vulgares na altura, ninguém lhes deu a devida importância aquando da descoberta dos seus túmulos, mas, graças a Jacobovici, que também é cineasta e fazia uma reportagem sobre o assunto, a investigação tomou forma. Com a descoberta do Ossuário de Tiago, em 2002, que continha a inscrição “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” a investigação baseou-se em ligar este Ossário ao outro túmulo. Tiveram muitas dificuldades em consegui-lo, enfrentaram diversas acusações de burla, mas, em 2012, essa legitimidade foi provada.

No entanto só este ano é que Shimron conseguiu aproximar-se do Ossário de modo a poder realizar umas duas centenas de testes. O resultado foi revelador: a ‘assinatura química’ e os tipos de solo presentes nas duas sepulturas eram muito semelhantes.

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Ou seja, tanto o Ossário de Tiago era verdadeiro, como o Túmulo da Família de Jesus de Nazaré era autêntico.

Assim, e se a Ciência não o conseguir negar - uma vez que ainda não existe total consenso científico relativamente a esta questão - a verdadeira #História de Jesus terá, finalmente, de ser revelada pela Igreja que, novamente, terá de vir pedir desculpa ao mundo.

E desta feita porquê?

Já não é de agora que muitos pesquisadores defendem que o criador da Bíblia foi Constantino, o imperador romano. Este, por ironia, foi pagão a vida inteira, apenas baptizado na hora da sua morte, e a #Religião oficial de Roma era o culto do Sol.

Mas Roma começou a viver uma revolução religiosa, trezentos anos após a crucificação de Cristo, ao ponto de dividir este império entre cristãos e pagãos. O Imperador foi então obrigado a tomar uma decisão: unificar Roma sob uma única religião, o cristianismo; e foi ao ponto de utilizar vários artifícios como juntar símbolos, rituais, datas, para que fosse aceite por ambas as partes.

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Podemos ver que a representação de Ísis com o seu filho ao colo foi substituída pela imagem da Virgem Maria com o Menino, que os discos solares que envolviam a cabeça dos deuses egípcios foram trocados pelas áureas dos santos, e até a data atribuída ao nascimento de Jesus, 25 de Dezembro, foi copiada de várias figuras mitológicas, como Mitra, Osíris e Adónis.

Aliás, Mitra nasceu a 25 de Dezembro, foi sepultado num túmulo de pedra e ressuscitou 3 dias depois!

Ao princípio os Cristãos celebravam o Sabá ao sábado, mas até isso Constantino resolveu copiar, alterando o dia de descanso semanal para domingo – "Sunday" - dia em que os pagãos veneram o sol. É verdade, ainda hoje os fiéis vão à missa ao domingo de manhã, sem fazer ideia que estão ali a prestar o seu tributo ao Deus… sol!

Constantino, o Grande, organizou também o Concílio de Niceia, onde foram literalmente ‘votadas’ as novas regras desta religião cristã. Ali foram decididos os sacramentos admitidos, o papel dos bispos, e até datas, como a Páscoa. Mas, e mais importante, a ‘eleição’ de Jesus (outrora um profeta mortal) como uma divindade, o Filho de Deus, com poder sobrenatural e incontestável.

O Imperador aproveitava-se assim de todos venerarem Cristo para colocar ordem em Roma e manter o seu poder.

Criava também o livro que dizia o que estava certo ou errado: a Bíblia. E os supostos seguidores de Jesus só se podiam redimir através da Igreja Católica Romana. Ou seja, roubou literalmente o verdadeiro Jesus aos seus seguidores originais, alterando toda a sua mensagem humana.

Os evangelhos foram criteriosamente escolhidos, e apenas seleccionados aqueles que descreviam Cristo como um ser utópico, que fazia milagres e preconizava castigos aos pecadores. Os que o descreviam como um ser humano foram destruídos, queimados. Aliás, se alguém se atrevesse a escolher tais evangelhos era considerado herege. Curiosamente esta palavra vem do latim e significa ‘capacidade de escolher’, ou seja, os primeiros hereges do mundo foram aqueles que ‘escolheram’ o Cristo original!

Então, perguntava eu, desculpa do quê?

Jesus, o verdadeiro, o humano, foi talvez a figura mais enigmatica da História, foi talvez o líder mais inspirador que tivemos na Terra. Ele conduziu multidões, destronou reis, criou filosofias, não merecia certamente ter sido substituído por um falso ‘super-heroi’ criado por uma ‘empresa’ que apenas procurava o proveito próprio.

Desta feita o pedido terá de ser feito com muita pompa e circunstância, afinal trata-se de dizer ao mundo que o cristianismo teve a sua criação na mais impura das intenções: uma estratégia para conseguir poder, e Jesus, a divindade, foi resultado de uma ‘votação’! #Natal