O Ministério Público (MP) continua com as suas acusações ao homens da lei e da ordem. Desta vez, os polícias acusados são um subcomissário e dois agentes da #Polícia de Segurança Pública (PSP). O subcomissário actualmente comanda a esquadra da Brandoa e os dois agentes da PSP fazem parte do efectivo do comando da #amadora.

Mais três polícias acusados pelo MP

Os três polícias estão formalmente acusados por crimes de ofensa à integridade física qualificada. O oficial foi ainda acusado por crimes de falsificação de documento e de denúncia caluniosa. Alegadamente, o subcomissário visado terá redigido um auto de notícia em que acusava um homem (Eugénio S.) de o ter injuriado a ele e aos dois agentes.

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As injúrias terão acontecido nas próprias instalações do tribunal da Amadora.

Segundo o MP, não foram encontradas testemunhas que comprovassem a veracidade do testemunho do subcomissário. Para todos os agentes da PSP envolvidos, a medida de coação requerida pelo procurador foi a de termo de identidade e residência, e para o oficial foi mesmo solicitada a suspensão imediata de funções, mas esta ainda não foi decidida pelo tribunal.

Semelhanças entre este caso e o dos 18 agentes da PSP de Alfragide também acusados pelo MP

Este processo revela demasiados pontos em comum com o caso dos 18 polícias da esquadra de Alfragide, que foram acusados de tortura, sequestro e agressões contra seis jovens da Cova da Moura. A saber:

- tudo aconteceu debaixo do comando da Amadora;

- o coordenador de ambas as investigações foi exactamente o mesmo;

- a tipologia dos crimes em causa é muito comum (agressões e falsos autos de notícia);

- um dos agentes da PSP acusado pertence inclusive à Esquadra de Alfragide, esquadra onde a maior parte dos outros 18 polícias acusados em Julho passado prestavam serviço.

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Pontos demasiado comuns em ambas as situações para serem apenas simples e meras coincidências…

Mas tudo isto serve para, mais uma vez, se confirmar que a #Justiça para os polícias é muito mais dura e implacável. Enquanto que para os "fora da lei", a justiça parece andar cega e sem mão para punir e condenar adequadamente os verdadeiros criminosos.

E enquanto a justiça assim proceder, vai continuar a atar as mãos dos polícias e a incutir um sentimento de enorme impunidade a todo os criminosos, fazendo com que estes se sintam, de certa forma, protegidos pela lei e livres para continuarem o seu caminho do crime.

Pois enquanto a justiça não deixar de ser branda para eles, os crimes vão continuar e serão cada vez mais violentos.