Vem aí chuva, mas... de pouca dura. Não matará saudades, nem necessidades. O país secou e queimou. Começamos a ouvir na rádio e televisão que vem aí chuva, a imprensa escrita também já anuncia. A chuva começa já a ser vista quase como um milagre que todos esperam, até mesmo aqueles que, tal como eu, são apaixonados pelos dias quentes que convidam à praia. Mas até disso já abdicamos pois sentimos que já não é ‘natural’, que o nosso país precisa desesperadamente destas gotas de água. E, infelizmente, não passarão disso mesmo, meras ‘gotas’, de dois, três dias, e voltaremos às secas temperaturas dos 20 graus.

Estaremos já a sofrer consequências do aquecimento global?

Muitos cientistas defendem que o planeta aqueceu mais desde a era industrial, que nos milhares de anos que precederam a última Era Glaciar.

Publicidade
Publicidade

E este aquecimento irá ter consequências a nível do degelo dos glaciares, na subida do nível do mar, e até nas normas de precipitação.

Todo o planeta irá sofrer estas alterações. Na Europa, o turismo de inverno sofrerá uma grande queda, pois não haverá mais neve nas regiões montanhosas; teremos cada vez mais incêndios florestais no verão e inundações no inverno; algumas ilhas desaparecerão; os rios ficarão cada vez mais secos afectando toda a fauna e flora circundante, haverá falta de água e de alimentos...

Para 2100, dizem eles, mas, à velocidade que parecemos ‘navegar’ talvez cheguemos a ‘mau porto’ bem antes disso...

E Portugal?

Se continuarmos a ignorar o problema talvez sejamos um dos países mais vulneráveis a estas alterações do clima. As previsões apontam para uma redução de 50% nas chuvas da primavera e do verão, e um aumento de 20% para as de inverno.

Publicidade

As chamadas ‘ondas de calor’ são cada vez mais frequentes, e este aumento das temperaturas conduz ao aparecimento de doenças como a malária e o dengue, o que muito provavelmente acontecerá na ilha da Madeira.

Estamos a perder a nossa floresta, cada vez mais suscetível aos incêndios, como infelizmente vimos este ano.

Além do normal risco de erosão, a costa portuguesa sofrerá também com a subida do nível do mar, obrigando a criar soluções para proteger pessoas e bens, ou mesmo obrigando a recuar as populações. Se nada for feito, a nossa histórica Praça do Comércio irá ter muitas semelhanças com a Praça de S. Marco, em Veneza. No Algarve, a Ria Formosa perderá ilhotas e parte do aeroporto de Faro poderá submergir.

As opiniões dividem-se, mas muitos defendem que tornados, furacões e outro tipo de tempestades tenderão a ser cada vez mais fortes, seja em Portugal, como no resto do mundo. Há quem diga que, brevemente, vão ultrapassar recordes históricos...

Os responsáveis governamentais, incluindo os dos Municípios, devem começar a pensar em soluções, e o quanto antes.

Publicidade

Estamos a perder a biodiversidade, a agricultura, o turismo, enfim, o país, como o conhecemos.

E o que será do nosso planeta se 'senhores' como o presidente dos Estados Unidos, continuarem a pensar que as #alterações climáticas são uma invenção dos chineses para prejudicarem o país?!

195 países assinaram o Acordo de Paris, mas Trump pretende sair, já que para ele viver na Terra sob o efeito de estufa, com todas as consequências disso, é o maravilhoso legado que quer deixar aos seus filhos... e aos nossos! Mas se realmente os #EUA saírem desse acordo, seria boa ideia promover um boicote a todos os produtos americanos. Talvez então o Sr. Trump começasse a ver que a 'invenção' dos chineses para prejudicarem os seus negócios era agora uma 'realidade' de todo o planeta!

A Antártida, e sobretudo, o Ártico ´gritam´ o que estamos a fazer, pedem 'ajuda'. Mas, apesar das evidências, continuamos à espera que quem decide a sorte do mundo leve realmente a sério os relatórios dos cientistas.

E não são só os 'grandes' que podem fazer alguma coisa para travar estas alterações. Todos nós podemos dar a nossa 'pequena' mas numerosa contribuição. Mas isso ficará para um próximo artigo... #aquecimento global