Depois de mais de 15 horas de jogo e após atingir (penso eu), metade do jogo, acho que estou pronto para fazer uma primeira análise/avaliação do que acho que está a ser até agora a experiência que a Ubisoft nos propõe no seu último lançamento da nova franquia na saga Assassin’s Creed. Antes de mais, se ainda estás na dúvida se vais jogar este jogo ou ainda não começaste sequer a aventura, tenho de lançar um spoiler alert, porque será inevitável fazer uma análise imparcial sem frisar algum spoiler da história; por isso, se não queres perder a expectativa, vai ver antes outras críticas. Caso contrário, vamos lá.

Para os mais distraídos, esta aventura conta como a irmandade dos assassinos nasceu, logo poderás sentir-te um pouco deslocado e estranhar o jogo de início.

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Realmente a nova mecânica de luta neste jogo é um pouco estranha, dado que terás que estar sempre a focar quem queres atacar, o que pode ser confuso contra muitos inimigos. O interessante é que com a evolução do personagem irás recuperar algumas habilidades velhas conhecidas de outros jogos da franquia. Tudo neste jogo vai aparecendo com a evolução do personagem (até a famosa hidden blade que só aparece mais à frente no jogo).

O jogo em geral está bastante bom e a nível visual é qualquer coisa de espectacular, conseguindo cativar-te com cenários deslumbrantes do antigo Egito, com seu pormenores históricos (o facto de logo a seguir ao prólogo subirmos a uma duna e sermos premiados com uma vista magnífica sobre Alexandria é simplesmente Brutal). Para quem gosta de todo este ambiente, como eu, vai perder horas simplesmente a explorar e a admirar o ambiente, até que o jogo avise que é necessário fazer missões.

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Quanto à jogabilidade também existem algumas diferenças em relação aos antigos jogos. Apesar de existirem missões principais e secundárias, também há imensos Campos Militares para conquistar, procurando tesouros e armas (que é uma inovação que falarei mais à frente). Nota-se que todos estes elementos foram feitos para estender o jogo, mas também permitem envolver-te mais na história e ajudam a tua personagem a evoluir.

As armas que o personagem vais descobrindo podem ser melhoradas, o que permite um infindável número de possibilidades. Todas elas se encaixam no tema em causa e existem várias formas de evoluir, o que faz com que não se torne linear como os outros jogos da franquia.

Uma melhoria que existe e que achei bastante interessante, é que agora, após eliminarem um alvos terão de o executar, o que leva a que tenham que eliminar os inimigos das proximidades para que não vos possam incomodar durante a execução. Isto é bastante interessante, realista e previne alguns bugs das franquias anteriores, como matar o alvo sorrateiramente e evitar uma série de inimigos tornando o jogo demasiado fácil em situações estranhas.

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De notar que agora é possível escolher a dificuldade no menu de opções. Isso também acaba, pelo menos até agora, com a disparidade absurda entre missões. Em outros jogos da franquia existiam missões com dificuldade muito parecida e, de repente, aparecia uma com dificuldade insana, o que desmotivava o jogador.

O argumento está bem conseguido, com algumas reviravoltas inesperadas. Torna-se interessante ver como uma vingança pessoal se pode tornar em algo mais sem que nos demos conta disso, e somos premiados com o contacto com personagens históricos de alto valor, como a bela Cleópatra.

Resumindo, pelo menos até agora, o jogo está bem conseguido, com imensas referências a como a irmandade surgiu e como alguns elementos apareceram (estejam atentos à primeira vez que usarem a hidden blade para matarem a "serpente"/hipopótamo; a personagem fica sem o anelar, referência ao facto de os assassinos no início da irmandade terem de cortar o anelar....).

Quem gosta da saga irá ser surpreendido por mais este jogo da franquia e acho que talvez este seja o jogo que venha salvar a série. #assassinscreed #origins #review