A Europa esteve sob uma #nuvem radioactiva, durante o mês de Outubro, e temos conhecimento disso... agora, em Novembro. Ou seja, podemos estar a sofrer uma contaminação e sabemos disso um mês depois! O Instituto francês de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN), que divulgou a informação, adiantou que não há riscos para a saúde da população europeia. Mas, pergunto, se houvesse, era agora que nos diziam? Um mês depois de andarmos expostos? Ou se houvesse risco nunca nos tinham dito nada?

Existiu uma fuga nuclear, isso é certo, já que os níveis de ruténio 106, concentrados na atmosfera, são altos, logo impossíveis de ocorrerem naturalmente, mas desconhecem-se as origens.

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Baseando-se nos padrões meteorológicos, ‘desconfiam’ que ocorreu na última semana de Setembro, no Cazaquistão ou na Rússia, provavelmente numa central de tratamento de resíduos, ou num centro de medicina nuclear, e depois essa nuvem radioactiva espalhou-se pelo velho continente...

Mas que Instituto é este? De Radioprotecção e Segurança? E onde estão elas, a protecção e a segurança?!

Esta informação não deveria ter chegado mais cedo?

Defendem que não há registos de impacto no meio ambiente e na saúde humana, mas como poderemos ter confiança nisso se não têm certezas de nada, nem onde foi, nem exactamente o quê? Se depois dizem que essa quantidade de ruténio 106, entre 100 e 300 teraBecquerels (TBq), se ocorresse em França significaria a evacuação da população num raio de vários quilómetros?...

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As autoridades russas negam qualquer acidente no seu território, e as autoridades do Cazaquistão ainda não responderam.

Quais os efeitos imediatos da exposição à radioactividade?

A exposição a níveis moderados de radiação pode provocar náuseas e vómitos, diarreia, dores de cabeça e febre. Pode existir um breve período sem sintomas, mas algumas semanas depois devem voltar ainda mais fortes. Com níveis mais altos de radiação esses sintomas aparecem de imediato, mais intensos, assim como lesões nos órgãos internos, possivelmente fatais. Uma exposição de 4 Grays é capaz de matar 50% dos adultos saudáveis.

O cancro é o maior risco consequente. Apesar do corpo ter vários processos para evitar que as suas células se tornem cancerosas, a radiação impede esses processos. Ou seja, num corpo saudável, quando as células atingem o seu ‘prazo de validade’ morrem; se existir alguma coisa que impeça este ‘suicídio’, e as células se tornarem imortais e continuarem a dividir-se, surge o cancro (é por isso também que não podemos vencer o envelhecimento).

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Infelizmente, as crianças são as mais vulneráveis, pois estão a crescer, ou seja, as suas células estão a dividir-se mais rapidamente. Após o acidente nuclear em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, a Organização Mundial de Saúde notou um aumento significativo na incidência de cancro da tiróide nas crianças das redondezas.

Precisamos de mais acção, Sr Ministro do Ambiente!

Em Portugal. o perigo mais próximo parece ser a #Central Nuclear de #Almaraz, uma das mais antigas da Europa. Está a funcionar desde 1980, mas já devia ter sido encerrada, pois não tem as condições necessárias para continuar a funcionar. Testes realizados pela Greenpeace demonstraram que ultrapassara a sua vida útil e não tinha resistência, motivo pelo qual devia ter encerrado em 2010.

Esta central é refrigerada pelas águas do Tejo, o que coloca Portugal exposto a eventuais contaminações, seja pelas águas do rio, seja pelos ventos, que podem arrastar uma nuvem radioactiva para a região Beirã e para a própria Serra da Estrela.

Apesar dos constantes alertas, tanto da Greenpeace, como da Quercus, o governo português pouco tem feito para se impor nesta situação.

O hospital de Castelo Branco já está a prevenir-se contra um acidente nuclear nesta Central espanhola, com a compra de iodeto de potássio. O alerta foi lançado pelo Movimento Ibérico Anti-Nuclear, para se fornecer pastilhas de iodo à população residente num raio de 100 quilómetros desta central nuclear de Almaraz.

O uso do iodo contra a radioactividade é uma estratégia utilizada para evitar as lesões causadas pela radiação nuclear. Ao ser administrado preventivamente, o iodeto de potássio protege a tiróide da forma radioactiva do iodo porque a glândula absorve o iodo do sal em vez do radioactivo.