Se me perguntassem com que personalidade, mundialmente conhecida, eu gostaria de almoçar, eu escolhia, de imediato, Ãlbert Einstein. Claro que teria de conseguir viajar no tempo - aí uns cem anos! - mas, se tal fosse possível, ele seria o génio certo para o conseguir, até porque sempre se interessou por livros de ficção científica e este era um dos seus temas preferidos. Talvez viajasse até Março de 1925, para aproveitar a sua visita a Portugal e o acompanhasse ao Castelo de São Jorge e aos Jerónimos…

Talvez ele me explicasse ao certo como chegou ao E=MC², ou me ensinasse a tocar violino…

Mas, esquecendo as minhas perambulações, afinal, qual era o seu segredo para a #Felicidade?

Parece que a resposta foi escrita num papel de hotel, em 1922, e dada como que uma ‘gorjeta’ a um mensageiro japonês.

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#Einstein encontrava-se na altura hospedado no Imperial Hotel, em Tóquio, quando vieram entregar-lhe uma mensagem. Como o homem não quis aceitar gorjeta, o cientista presenteou-o com duas frases escritas em alemão, a sua língua materna:

“Uma vida calma e humilde trará mais felicidade do que a busca do sucesso ligada a constante agitação”

“Onde há vontade, há um caminho”

Disse-lhe que talvez tivesse sorte e essas frases se tornassem mais valiosas que umas meras moedas…

E acertou em cheio, conta o ‘The Guardian’ que estes dois papéis foram reconhecidos como autênticos e leiloados agora em Israel. O primeiro atingiu cerca de 1,33 milhões de euros, e o segundo cerca de 204 mil euros.

Parece que a Teoria da Felicidade vale bem mais que a da Força de Vontade! Mas, se formos analisar a vida de Einstein, talvez ele desse mais valor à segunda…

Este génio da Física nasceu na Alemanha, a 14 de Março de 1879, e os seus pais pensavam que ele tinha problemas cognitivos, pois só por volta dos 3 anos começou a falar.

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No entanto, com cerca de 16 anos, conseguiu publicar o seu 1º artigo científico. Ao contrário do que se diz, e embora de comportamento rebelde, foi um bom aluno, com boas notas, e se a de matemática não foi a melhor, confessou mais tarde, foi porque não pensara antes o quanto iria precisar desta área também.

Licenciou-se, mas como não conseguia encontrar emprego, trabalhou como escriturário, começando pouco depois a trabalhar na Teoria da Relatividade. E, por estranho que pareça, não foi com esta que ganhou o prémio Nobel; foi principalmente pela sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico.

Quando Hitler subiu ao poder, Einstein ficou desempregado, já que o ditador impedia que os judeus ocupassem cargos oficiais, pelo que acabou por ir para os Estados Unidos da América, onde pediu nacionalidade. Consta que salvou centenas de judeus para os quais conseguiu asilo.

O génio foi também alvo de vigilância do FBI durante mais de vinte anos. Como era um assumido pacifista, um grande defensor dos direitos civis, muito ligado às causas de esquerda, havia quem o visse como um espião russo.

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O seu lixo era constantemente remexido, o seu correio aberto, e as chamadas telefónicas escutadas. A sua ficha chegou às 1800 páginas.

Também sobre a educação dos jovens, Einstein tinha as suas ‘teorias’. O físico defendia que a aprendizagem não devia ser feita como uma penosa obrigação, mas como se fosse a maior dádiva e incentivando a curiosidade. Dava também muita importância a fazer-se o que se gosta, e ao praticar a aprendizagem, comparando o treino do cérebro ao treino do corpo. Por fim criticava a sociedade que pregava aos jovens qual devia ser o seu objectivo final: o sucesso. Para ele, esse fim estava errado, pois, defendia, o valor de um homem devia avaliar-se pelo que dava e não pelo que recebia.

Possivelmente teríamos outro tipo de sociedade se estas sugestões de #Ensino, pensadas por alguém de cabelo desgrenhado, bigode farto e olhar bondoso, tivessem sido seguidas desde 1949…