Os riscos que todos os profissionais das Forças de Segurança correm todos os dias durante o cumprimento do dever são mais do que conhecidos e falados. É difícil de compreender porque razão o próprio governo, não dá um subsidio de risco aos polícias, aos elementos que diariamente, nas suas missões, enfrentam o perigo e a morte em cada esquina. Estes homens e mulheres têm como primordial missão, proteger pessoas e bens, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

O último caso mais conhecido que reavivou mais uma vez toda a perigosidade da profissão dos polícias, é o do massacre de Aguiar da Beira, aonde Pedro Dias baleou mortalmente a sangue frio e de forma bárbara Carlos Caetano, um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), e deixou António Ferreira, um outro militar da GNR gravemente ferido após ter disparado mais uma vez a matar numa simples e mera operação de identificação.

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Outros casos

Mas outros militares da GNR e agentes da Polícia da #Segurança Pública (PSP) já perderam a vida durante o cumprimento do dever. Deram a própria vida para salvarem e protegerem outras vidas.

Em março de 2005, dois agentes da PSP foram brutalmente assassinados quando seguiam num carro de patrulha com um outro colega na Cova da Moura. Foi quando solicitaram a um indivíduo para se identificar numa operação de rotina, que o mesmo efectuou vários disparos contra os polícias.

No mês de novembro em 2013, Bruno Chaínho, militar na GNR apenas há dois anos, com 27 anos de idade, foi alvejado mortalmente por um homem de 58 anos que tinha tomado de assalto um restaurante denominado “Refúgio” no Pinhal Novo e feito reféns. Mesmo antes de tombar sem vida, Bruno conseguiu ainda salvar duas pessoas, uma mãe e a sua filha.

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Corria o mês de agosto de 2015 quando Nuno Anes, igualmente um militar da GNR, de 25 anos, em resposta a um pedido de socorro, dirigiu-se para uma rua da Quinta do Conde onde Rogério Coelho tinha alvejado mortalmente a tiro um vizinho, que era PSP, e o seu filho. Foi para tentar ajudar, e acabou por ser também ele alvejado mortalmente, à traição, na nuca. Também nesse mesmo ano, em março, dois agentes da PSP da esquadra de São João da Talha (agentes Santos e Raínho), foram colhidos mortalmente por um comboio quando perseguiam a pé suspeitos de roubo.

Por estes casos e muitos outros, é mais do que óbvio que ser polícia é ter uma profissão de risco, mas o Governo persiste em não considerá-la como tal, nem sequer demonstra interesse em fazê-lo.

Pelo menos, o subsídio de risco deveria ser instituído para todos estes homens e mulheres que dão o peito à balas e morrem por nós, se for preciso. #policias #serpoliciaprofissaoderisco