Ontem, dia 26 de Dezembro, seguia a pé pela Avenida Almirante Reis, em Lisboa, cerca das 22.30h, quando à minha frente uma jovem, a cerca de 5 metros da paragem do autocarro, discutia de forma acesa com um motorista de autocarro. Ele instalado no seu lugar de motorista, ela cá fora, através da porta aberta, pedia-lhe explicações sobre o facto de não ter parado na paragem, onde ela esperava pela dita carreira para ir para o seu destino.

Parei abismado para tentar entender o que se passava. A utente questionava o respectivo motorista porque não tinha parado na paragem: "Tudo bem, não parou, mas agora, se não se importava deixa-me entrar!" Ao que o dito motorista, arrogante e exercendo o seu pequeno poder, lhe disse que não era permitido entrar fora das paragens e que esperaria por ela na próxima paragem!

A jovem utente dizia que isso não fazia sentido, que tinha que correr, que tinha esperado imenso pelo autocarro! Ao que respondeu o motorista: Regras são regras! E...

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arrancou em direção à próxima paragem. Para meu espanto, a jovem utente começou a correr atrás do autocarro, invetivando o motorista que, mais à frente e na paragem regulamentar, esperou cerca de 5 minutos pela passageira que ainda o não era, prejudicando todos os outros passageiros.

A jovem passageira chegou e entrou. O autocarro arrancou, cumprindo assim uma regra fundamental do bom desenrolar dos transportes públicos...esquecer-se de parar na paragem, parar a três metros da paragem para dizer à futura passageira que estava proibida de entrar naquele sítio e que esperaria por ela na próxima paragem! Assim vai este país...com total falta de bom senso.

Resta dizer que acompanhei a jovem um bom bocado, ouvindo a sua revolta perante este facto, contra o motorista, contra o país, contra os poderes, contra a crise, contra as mentalidades...

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Disse-lhe que tinha toda a razão e porque não fazia uma queixa formal na empresa...porque não preenchia o livro de reclamações? Toldada e revoltada com tanta injustiça e falta de sentido do que lhe acabava de acontecer, não conseguia dizer mais do que invetivas furiosas contra tudo e todos.