Muitas são as campanhas de prevenção rodoviária, mas quase todas elas sem efeitos práticos. Este final de ano está a ser marcado por isso mesmo, uma vez que os acidentes estão a multiplicar-se. Situações há em que a culpa poderá ser da estrada e/ou meteorologia, mas muitas outras são também culpa dos próprios condutores. Os acidentes em Portugal multiplicam-se e mortes também, até quando?

No dia de hoje fomos confrontados com mais uma chocante notícia, em que ficamos a saber que mais um acidente rodoviário no IC2 tirou a vida a duas pessoas. Pai de 36 anos e filha de 14 anos sofreram um acidente mortal quando seguiam para a Serra da Estrela para se juntarem ao resto da família.

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No mesmo carro seguiam ainda a companheira do condutor e duas outras crianças, que apenas registaram alguns ferimentos. O carro onde seguiam, um jaguar, embateu frontalmente num ligeiro de mercadorias, em que o condutor de 58 anos apenas sofreu ferimentos ligeiros. A GNR encontra-se no local a analisar a ocorrência e o IC2 está cortado nos dois sentidos há algumas horas.

Já no dia de ontem e também no IC2 se tinha verificado um acidente com vítimas mortais e que obrigou ao corte da estrada. Neste caso o acidente deu-se entre duas viaturas ligeiras em que as vítimas mortais foram o condutor de sensivelmente 40 anos e o ocupante que teria cerca de 13 anos, que circulavam na mesma viatura. Deste acidente resultaram ainda quatro feridos, em que dois estão em estado grave.

Por mais campanhas que sejam criadas a sensibilizar os automobilistas, o resultado continua ser quase sempre o mesmo todos os anos.

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Falta de respeito entre automobilistas nas estradas, descuidos e faltas de atenção são quase sempre fatais principalmente quando as condições meteorológicas são mais adversas. As leis existem, a polícia também saí para a estrada em larga escala durante estes períodos festivos, mas nada disso impede os constantes acidentes que matam dezenas de pessoas. Portugal está e irá continuar sempre no topo dos países com mais vítimas mortais em acidentes rodoviários até que a mentalidade da nossa população e principalmente dos automobilistas, mude radicalmente.